domingo, setembro 06, 2009

teatro e ideias fixas

uma das principais ideias que me atraem no teatro é ele tornar ridículas as ideias fixas;

atracção e repulsa

um bébé quer um objecto e chora para o obter » depois sente repulsa e deita-o fora; depois quer o objecto outra vez e chora; depois deita fora... [talvez só uma vez; talvez não]; há uma atracção pelos outros e uma repulsa pelos outros; complementa-se com uma atracção por nós e uma repulsa por nós.

sábado, agosto 22, 2009

Capítulo 1 - "Café?"

[nota prévia: havia, ou melhor, "há mas" uma introdução]

Encontrava-me com ela nas traseiras de um autocarro abandonado. As rodas pareciam enormes e nós, claro, pequenos. Falávamos de dúvidas, sensações e intromissões. "Desejava ter-te conhecido", penso hoje. Quem eras, realmente? Ou melhor, quem és hoje? Na altura não existias...

Um dia, Novembro com sol, o autocarro começou a andar. Olhei para ti, sorri e saltei. Para dentro, claro. Onde iria? Era inevitável. Andava devagar. Tinha estado parado tanto tempo! Depois, começou a acelerar. Sentei-me confortavelmente ao lado do volante. Ninguém conduzia. Era um tipo simpático e disciplinado. "Conduzir um autocarro é uma coisa séria", repetia. "É como um avião, só que mais complicado porque há mais trânsito".

Alguém sentava-se na última fila do veículo. Dormia profundamente quando eu entrei. Dormiu durante dois, três dias talvez. Depois acordou e sorriu durante muito tempo. Ninguém e eu olhávamos expectantes. "Café?"

quinta-feira, agosto 20, 2009

hoje

há tanta coisa; o pão com manteiga e a meia de leite morna; a linha e o resto; a coluna do renascido MEC; o Herman, não o José, o Kahn; o pensamento; a ideia de parar de ter ideias; o móvel "decriado"; o saudável agualusa que tem um diário; a minha memória tb necessita de um; uma casa onde se pode escrever; uma casa marcada pela leitura, não de livros, mas do que existe; o almoço e a conversa; o café na máquina que funciona cada vez melhor; o eu e o mim; o calor de lisboa; os bancos, não os de jardim; as cadeiras, não as da universidade; os arquitectos; as pessoas; os seus cérebros; as suas emoções; a ausência de um; a ausência do outro; a ausência dos dois; a presença de um; a presença do outro; a presença e interacção dos dois, cérebro e emoções.

quinta-feira, maio 28, 2009

Há uns tempos estive em Madrid. E em Segóvia, já agora.

Tive a impressão que as pessoas mais simpáticas são as que ficam mais tempo afastadas do mundo - a sua boa vontade é bem capaz de as levar a isso.
O Che Guevara foi um guerrilheiro revolucionário, tão real quanto James Dean. Segovia tem um fino aqueduto romano, e uma Calle Real que não existe, e uma catedral (claro) e uma Plaza Mayor (claro). E uma espécie de castelo onde Isabel, a Católica, se preparou para ser rainha. E um quartel particular, bastante feminino (nem sequer se situa num alto).
O Retiro, em Madrid, confirma-se como o lugar que eu, se pudesse, metia no bolso e levava comigo. Os morangos são baratos em Espanha. A habitação é cara, mas cada vez menos. Eu não sei se devemos ser rápidos ou não. Depende, já sei. Não sei é se isso ajuda muito.

estou imerso

sons

são um conjunto de placas metálicas; são grandes; se as agarrar, talvez só com uma mão, mudam de som; passam do seu som próprio, educado; para um som agudo e animal; mas não desagradável

sexta-feira, maio 01, 2009

odeceixe - lx

dia sem história; mas no bom sentido; de relaxe, sol, reentrada; este post é dedicado à cris, amiga à antiga, parceira desta viagem por portugal; a viagem física foi um pretexto; a verdadeira viagem foi a das conversas, birras e gargalhadas que partilhámos; gracias; mesmo

quinta-feira, abril 30, 2009

silves - odeceixe

levantava-me muito muito cedo e ia até ao rio; não molhava os pés - a água estava fria - mas pensava que no final da tarde, com a maré baixa, talvez conseguisse ser convidado para jogar uma partida de futebol num dos campos mais bonitos do mundo: a areia molhada da praia de odeceixe; também me lembro de dores de dentes que faziam as pessoas correr; correr para esquecer? e de uma tenda azul com dois quartos. ontem: jantar muito agradável e descontraído em silves, no "ponte romana", restaurante que deve o seu nome a uma ponte que, ao que parece, é medieval; pessoas simpáticas e decididas; como a cidade, aliás; hoje: levantar tardio e manhã ao sol; poucos kms até odeceixe; para matar saudades; e para criar novas; está bonito, o lugar, ordenado com os contributos alemães, holandeses e ucranianos; às vezes barulhento com o contributo espanhol. amanhã: regresso a lisboa; blank; o

quarta-feira, abril 29, 2009

aljustrel - faro - silves

e já está; a N2; de chaves a faro; 700 e tal kms na estrada mais longa de portugal; algumas horas de conversa; muitas histórias e imagens; hoje foi uma etapa fácil, com conversas curtas mas ainda assim importantes; como a do senhor que foi para a austrália porque era preciso; o algarve tem um ritmo diferente do alentejo; gostei de aljustrel; do ambiente, das pessoas e dos cafés (gosto de cafés, o que é que posso fazer?); e das giestas de flor branca; hoje levantei-me cedo e sentei-me no café mais central, na grande curva de aljustrel; a olhar para a estrada, claro.

ainda deu para vida de shopping na guia; com bowling e fnac incluídas; fiz 128 pontos, nada mau para quem não jogava desde os 19 anos em Ibiza; comprei "a ascensão do dinheiro", conselho de um amigo apaixonado pela moeda;

hoje silves; amanhã costa alentejana e sexta lisboa;

a estrada é uma companhia; um espelho; um elemento neutro que nos permite pensar; às vezes aparecem surpresas; a maior parte do tempo não; a capacidade humana de acumular, construir e contar histórias parece estar no centro da identidade, das escolhas, da personalidade, da acção

terça-feira, abril 28, 2009

abrantes - aljustrel

estamos quase no algarve; hoje foi um dia cheio: de conversas (algumas bem longas) e de alentejo; mesmo quando ainda não tínhamos chegado já pensávamos em chegar; assim, de alguma forma, já lá estávamos; um erro, dirão algumas pessoas inteligentes; eu não sei.

e de kms, de n2, de verde, vermelho-tinto, amarelo e vermelho, das papoilas; o alentejo é especial, há que assumi-lo com frontalidade, como dizia o outro que parodiava o outro.

40 minutos de conversa no Torrão. Ficou-me na memória; as desventuras dos alentejanos que construíram a Grande Lisboa; que passaram do trabalho no campo a 30 escudos por dia para a construção a 180; que chegavam a casa no sábado à noite e voltavam a partir para lisboa ao final da tarde de domingo; que têm histórias maravilhosas para contar; e que contam a quem os quiser ouvir;

e as meninas de Viseu que vinham todos os anos trabalhar para os campos à volta do Torrão? Quem as trazia era o dono dessa casa, está a ver? (e os olhos brilhavam, mesmo, como se as estivesse a ver - e estava, claro)

estamos em aljustrel, no café-bar Pé de Kaffé, não confundir com o Pepe Café que só existe na minha cabeça; o já habitual carioca de limão duplo à frente; e o netbook aberto; já encontrámos o já habitual tasco e o bar, que se lhe segue, numa rotina que só o é, segundo a cris, se o nível de rigor for ainda maior.

é engraçado como os donos de pensões/residenciais de duas ou três estrelas dedicadas essencialmente à estadia do pessoal itinerante da construção, principalmente os donos de pensões/residenciais de duas ou três estrelas mais velhos, ficam aliviados e sorridentes quando pedimos um quarto duplo, frisando a existência de duas camas separadas;

de vez em quando esta suave decadência do interior de Portugal faz-me lembrar o inevitável Edward Hopper; eu sei que é um clichê, paciência. Talvez se o Hopper e a Joana Vasconcelos se fundissem e contratassem a A. Silva e Silva para construir um país.
Cris: http://momentosemovimento.blogspot.com/2009/04/n2-dia-4.html

segunda-feira, abril 27, 2009

santa comba dão - abrantes

Abrantes. Percebo relativamente bem porque é que nunca cá tinha vindo. Diga-se, no entanto, que esta não é uma viagem à procura de uma qualquer estética. É mais uma viagem à procura de uma estrada e, um bocadinho, de um Portugal que continua por aqui e que parece muito distante lá por Lisboa. Manhã de conversa na sapataria-loja de desporto do BI em Santa Comba depois do pequeno-almoço na casa das argolas; velhinhos com fome incluídos. Ontem fomos beber uma cerveja e uma amêndoa amarga ao bar da Casa da Cultura local. Copos, máquinas e snooker no bar da Casa da Cultura. E pode-se fumar, o que é um atractivo - para quem fuma e para quem sai com quem fuma - nas frias noites beirãs.

De Santa Comba até Penacova fomos literalmente à procura da N2. Não foi fácil mas, aqui e ali, encontrámos a estrada que já é um bocadinho nossa.

Tentámos falar com duas senhoras, uma pouco faladora; a outra esquiva (desapareceu quando voltámos para lhe perguntar qualquer coisa e iniciar a coisa). A que falava pouco olhava para a estrada que não conhecia e não sabia para onde ia, estava num aldeia que não sabia qual era e justificava tudo isto por ser nova (devia ter uns 40 anos). Um senhor, em cima da ponte, lá foi falando da estrada embora insistisse que, para indicações, o ideal era a falsa Galp 100 metros mais à frente. Falsa Galp porque já não era uma bomba de gasolina mas uma mercearia, apesar de manter o grande G junto à estrada.

A estrada continua, no entanto. Já vai a meio. Já não me ria como ontem há muito tempo. Cansaço misturado com uvas do Chile e a ideia de um louco atrás de uma árvore com medo que o venham buscar. Já sabem, pouco depois, vieram buscá-lo.

Para a Cris, no entanto, http://momentosemovimento.blogspot.com/2009/04/hoje-tudo-foi-dificil-ate-escolha-da.html.

lamego - santa comba dão

A praça dr salazar está vazia; é um não-assunto com relevo parlamentar.

De Lamego não trouxemos bolas, nem sequer do Bar Doce Bar, por cima do Centro de Emprego. E isto apesar do rigor demoníaco da empregada de café de 20 anos. De manhã estava sol, na avenida. A N2, essa, ria escondida lá para os lados da Senhora dos Remédios. Voltámos a agarrá-la nos olhos do Senhor Isidro e da filha Maria, lá no alto; na força do Senhor Joaquim Albernaz, primo do António, o especialista da N2 que encontrámos pouco depois de Viseu; no sorriso do jovem Senhor Fernando, da paragem de autocarro em Tondela; e até na embriaguez do Senhor António Amorim, na velha ponte de Santa Comba.

No mundo surge uma gripe de contornos estranhos. Vem do méxico.

Amanhã é dia de sapatos no BI e de sol, espero.

A Cris, conversadora audaciosa, tem fotos e outra perspectiva da coisa: http://momentosemovimento.blogspot.com/2009/04/n2-dia-2.html

sábado, abril 25, 2009

porto - chaves - lamego

Este blog não é um blog de viagens; eu não sou um viajante; mas em viagem há posts que aparecem; e eu gosto de sair. Hoje começou a N2, ou a Rua Estrada Nacional Dois como é conhecida por alguns, algures entre Chaves e Santa Marta de Penaguião, onde parámos por causa de uma aula de aeróbica para crianças rodeada por livros de livrarias estranhas.

Dia cheio. Rápido até Chaves, fruto dos fundos. Lento a partir daí, fruto de seres humanos cujos cérebros criam imagens e que, por curiosidade, hábito ou insensatez, experimentam pôr em prática essas imagens. De vez em quando, claro. De vez em quando.

As uvas chilenas à venda no alto douro vinhateiro confundiram-se com um senhor, assustado, a olhar freneticamente para a estrada como se o viessem prender. Pouco depois, vieram prendê-lo.

O rapaz das uvas almoçava mas lá saíu da carrinha. Leva a caixa por 2 euros. Em Viseu é que se vende bem.

De mota fazíamos 1200 km pelo Norte de Portugal, com a tenda às costas e a ideia dos copos ao final da tarde, contou contando histórias o amigo do senhor do Porto no café da senhora que agora serve mais os sargentos do quartel do que os camionistas. Mudam ao lado, constroem a auto-estrada, e já se sabe, nós transformamo-nos, e a N2 também.

Há quem saiba que a N2 termina no Algarve, basta ir sempre em frente. Há quem não saiba onde está. Há quem pense que a N2 termina em Vila Real e que a seguir vem o Porto, antes de Coimbra. Mais do que isso não me peçam, deixem-me fumar o meu cigarro e voltar para os matraquilhos, por favor.

A primeira coisa que tens que fazer, filha, é mostrar o quarto aos senhores.

A amiga Cris, às vezes Sofia, já sabemos, aceita a incerteza deste trajecto e tem outra perspectiva: http://momentosemovimento.blogspot.com/2009/04/n2-dia-1.html

sexta-feira, abril 24, 2009

lx - porto

Havia uma prova de ciclismo com este nome. Não sei se ainda existe. Acabei de fazer a minha segunda ressonância magnética no espaço de 3 meses. Quando ouço aquele som penso que, no futuro, é plausível que a música seja assim.
O Afonso é Pontual. Mas, afinal, o Pontual é que era na rua dos ferreiros, ali, à direita, depois do hotel, a seguir a virar à esquerda. Eu ia muito ao Luso antes de trabalhar aqui, disse o rapaz. Eu também, respondi, embora não trabalhe lá, claro. Era no tempo em que por ali chegavam as camionetas de Viseu e a ASAE não existia como existe hoje (isto é importante por causa das bifanas e, claro, por causa do Luso). O dia de hoje foi longo, teve música, rádio e descompressão activa (deve haver uma actividade qualquer no Holmes Place com este nome). Não sabia que Pedrogão Grande era tão no interior.

A amiga Cris, às vezes Sofia, tem outra perspectiva: http://momentosemovimento.blogspot.com/2009/04/n2-partida.html

sábado, abril 18, 2009

madrid

em madrid, capital do império dos outros, dizem-me que as pessoas não se desviam do caminho; há republicanos revolucionários; tapas populares e tapas chic; uma biblioteca grande, primeiro edifício de recoletos; uma casa da america com crentes cristãos cubanos que exploram a relatividade do corpo; um parque que queria ser um mar; uma amiga que traça, confiante, um caminho próprio; filmes de terror; malária ou paludismo, à francesa; el pais e a inteligência do chefe de governo; pão seco; net books; avenidas largas; um passo atrás de outro; um sono longo; um dia rápido; che, talvez, vindo do sol; sushi, também ele, talvez vindo do sol; um futuro que tolda as minhas percepções; a minha percepção disso mesmo

quarta-feira, dezembro 03, 2008

o tempo

so parece existir quando nao fazemos nada com ele, quando o deixamos em paz. E agora?

crash

crash crash crash

um classico

qual o significado daquilo que te digo?

inicio 3

A minha memoria guarda sons e hesitacoes de velhos puxadores brancos de velhas portas vermelhas. Cansados, como ela, mas sorridentes, como ela. Ja nao eram perfeitamente brancos. Tal como as portas ja nao eram perfeitamente vermelhas.

inicio 2

Fingi que me assustei. Estarmos sozinhos tem implicacoes?

inicio 1

Marco atravessou a estrada.

o que e

o bom gosto, uma sintonia com o olhar?

puno

cidade-pontao do lago titicaca, onde a vida comecou e as cidades perdidas se riem de nos.

mim

tenho consciência temporária de

nao conheço o infinito

quinta-feira, novembro 27, 2008

domingo, novembro 23, 2008

lima3

lima é a concretizaçao deste blog, disse; mas nao é; é a melhor aproximaçao que eu conheço a uma realidade muitamaumuitobom potencial; nao serve escrever porquê, seria sempre um instrumento desajeitado; mas serve levantar a hipótese, propôr uma teoria e criticá-la, nao é Karl?
just go with the flow

sábado, novembro 22, 2008

lima2

para cheirar, e espirrar, o nariz é sempre pequeno, bem disposto, ausente; a simpatia favorece os outros; às vezes nao favorece os que pintam narizes pequenos em praças apinhadas de vermelhos, laranjas e, se artistas artistas artistas, azuis.

lima

gigantes quadrados chegam do mar em estranhos barcos de pedra; as pedras combatem; e das pedras nasce o sol; as pedras transformam-se, mais rapidamente do que noutros lugares; tenho saudades do alto, da montanha.

sábado, fevereiro 02, 2008

quinta-feira, janeiro 17, 2008

sábado, janeiro 05, 2008

máquinas de lavar e a importância da participação

Gosto de ficar a observar os primeiros momentos da máquina de lavar em funcionamento, aquela espera pela primeira gota que antecipa a enxurrada. Mas só gosto quando sou eu a separar a roupa, a colocá-la na máquina, a abrir a gaveta e a colocar lá dentro o pó e o outro líquido.

quarta-feira, setembro 26, 2007

teatro

o teatro motiva-me como aproximação à possibilidade de viver; o problema com a possibilidade de viver é que é sempre mais limitada, menos excêntrica do que a vida; tic tac tic tac; o tempo corre; não há tempo e assim, por causa da falta de tempo emergem os símbolos; depois, o valor dos símbolos escolhidos depende do impacto, não sobre a realidade mas, acima de tudo sobre as pessoas que os enunciam (neste caso, os actores); neste sentido, o teatro deve ter como objectivo aproximar-se ao máximo da vida, da sensação de olhar, de sentir; e um bom actor seria alguém cujo impacto simbólico é, curiosamente, real, transparecendo; não falo, obviamente, de realismo, mas precisamente do seu contrário; o que retemos da vida não é o contínuo, e interpreto o real como um contínuo; falo do imprevisto, do incerto antecipável e do aleatório; mas não falo de improvisação; a vida não se confunde com improvisação; é também estrutura e sistema; falo de "âncoras" e sinais de aviso; hábitos; dúvidas; rupturas e permanências associadas a rupturas.

quarta-feira, setembro 19, 2007

sexta-feira, setembro 14, 2007

Astérix

quando a noite começa a cair; mas a cair mesmo, sem receio, aí pelas oito menos um quarto nesta época do ano, pode-se olhar para o céu, logo a seguir ao rio, e esperar que ele se mantenha firme

sexta-feira, agosto 31, 2007

Daniel

O meu irmão faz amanhã 22 (?) anos. 22 anos. Não o vou elogiar, não só porque é desnecessário mas também porque ele poderia usar isso contra mim (nunca se sabe com os benfiquistas).

22 anos. Confesso que quando penso nisso tenho sempre que refazer as contas. E não é por ser muito, é por ser pouco. Ou melhor, é por ser muito para ser tão pouco.

Ele é uma presença constante em mim; genética e emocional - é para que conste.

almas?

Há entidades etéreas que vagueiam; às vezes, cada vez com menos frequência, encontram o seu corpo (e respiram fundo); deitam-se na estúpida esperança que amanhã seja uma noite diferente; felizmente, para elas, o dia já o é; são entidades sem direitos, desmembradas, mutiladas.

"tens que me fazer o favor de seres feliz"

umgh?

quarta-feira, agosto 29, 2007

Revolta: Política de Transportes em Portugal

É muito necessário, é muito importante, mesmo muito, sei de fonte segura, viajar até Espanha e ver a tecnologia espanhola dos intercambiadores.

Ruptura de ligamentos

Ouvi dizer que há pais que fazem os t.p.c. dos filhos com 4 ou 5 anos que estão no jardim infantil. Segundo a Escola Superior de Educação Jean Piaget "o país precisa de educadores e formadores"; "se é a tua vocação não hesites".

Um senhor disse-me que o servo freio dele teve que vir de Espanha porque os nossos governantes são maus. Não sei se ele tem razão ou não. A minha dúvida é se se perderão eleições pela não disponibilização, em Portugal, de servo freios.

Se calhar foi essa também a razão pela qual, há uns tempos, eu caí das escadas e tive uma ruptura de ligamentos.

Lighthouse Family

A única banda da qual, sem saber porquê, sou fã incondicional. Incondicional, mesmo. Nem tenho que gostar das canções

ler o jornal

Eu leio o jornal a partir da última página. Sempre o fiz, aliás. Entre outras coisas chega-se primeiro às prostitutas e só depois à necrologia.

superfícies polidas

passou uma semana e dois dias; estou sentado no mesmo sítio;

um vazio pequeno, localizado, desce da minha garganta para o peito, do lado direito do coração, quando penso no seu sorriso; é aí, se calhar, que fica guardada a minha avó; fica na minha carne e na minha consciência

tenho cada vez mais a noção das superfícies menos polidas (minhas e dos outros)

segunda-feira, agosto 27, 2007

Embraiagem

Ontem estive num espaço amplo, cinzento-betão, mesmo cinzento-betão. Era amplo mas não tinha muito espaço livre. Porque estava ocupado com muitos veículos e poucas pessoas. Alguns (acho que não todos) veículos eram-me familiares. O que não significa, claro, que me agradassem. Tentei "arrumá-los" ou melhor, como se trata de veículos, de os estacionar. Mas pequenas coisas corriam mal. Distracções. Questões de electrónica, de embraiagem (gosto desta palavra - fica como título), pensamentos, carteiras (aos pares) poisadas no banco do lado, o do passageiro (que não estava lá, normalmente; até porque estavam lá as carteiras). E depois apareceu o compasso preto, ou melhor, o estojo preto com o compasso e um conjunto mágico de acessórios. Era o compasso da minha mãe e simbolizava, para mim, ainda simboliza?, um mundo oculto, do desenho, da criatividade que eu sabia que a minha mãe tinha, apesar de não estar presente no dia-a-dia. Porque no dia-a-dia ela era mãe e mulher; e eu era filho. Também estava lá um tanque militar. Não muito grande, não muito moderno mas um tanque militar a sério. Não estava estacionado, ainda, mas estava discreto, junto a um dos lados, perto de um muro. Eu continuei atarefado a tentar "arrumar", em lugares bem demarcados, os veículos, quando, de repente, passam 2 ou 3 veículos militares, velozes, "jeeps", ameaçadores mas distraídos. "Vão ver o tanque", pensei.

Corrida

Quem ganha uma corrida um carro só com uma pessoa com tracção às 4 ou um outro sem tracção às 4? E se for uma viagem contra o vento? Vou fazer uma viagem contra o vento

auto-estrada

no outro sentido da auto-estrada os carros estão parados; sigo; os carros que encaro de frente aceleram sem saberem que vão ter que parar a seguir; pelo menos tão frequentemente sou eu que acelero sem saber que vou ter que parar após a próxima curva; talvez, se pudesse ver os olhos dos condutores que seguem em sentido contrário eu pudesse desacelerar, confiante

segunda-feira, agosto 20, 2007

20 de Agosto de 2007

normalmente assinala-se a hora e a data do nascimento; também se assinala a hora e a data da morte; hoje é um dia de agosto negro e sufocante; a minha avó morreu; era uma pessoa extraordinária e não escrevo isto por ser hoje; sempre o disse sempre o senti; mulher forte, decidida, extremamente inteligente e boa; com um sorrido profundo, sincero e belíssimo

aqui fica, com um amor desmedido e completo; o meu mundo mudou hoje

quarta-feira, julho 18, 2007

Anathema

fui ver outro dia no Grande Auditório da Culturgest virado ao contrário; texto do jovem e velho José Luis Peixoto com Tiago Rodrigues e amigos belgas do STAN. 2 actores em palco, mesmo em palco, ali, expostos; quase que comia uma maçã mas não disse nada; devia ter comido uma maçã; é por isso que o Teatro é viciante; para nós e, muito muito provavelmente, para eles.

somos reféns, ponto, estamos destinados à destruição; gostei bastante, com explosão e tudo e senhoras, senhoras, e senhores a verem tudo o que há para ver no festival de Almada; vamos morrer, eu sei, JLP

P.S. Lisboa está parada? como é q é possível essa malta dos partidos espalhar esta ideia; a câmara é capaz de estar parada, não faço ideia; mas Lisboa?

sábado, maio 26, 2007

sexta-feira, maio 11, 2007

santiago

o miúdo está aí para as curvas; espreguiça e chora; com personalidade; à homem; sorri descontraído de vez em quando;

não deixa de ser extraordinária esta coisa da vida tão presente num olhar; um dia, num instante, abre-se; outro dia, noutro instante, fecha-se

sexta-feira, maio 04, 2007

camião aa

a conduzir um camião TIR, o meu camião TIR, no meio da cidade à procura de um sítio

um furo

como é que um furo pode parar um camião deste tamanho?

sexta-feira, abril 06, 2007

"pensa o q quiseres"

O cabrita neto não existiu pq não se fez.

O cd 'vozes e guitarra' (vols 1 e 2), pelo contrário, está aí, pessoa inteira, quem é? e basta

Hoje passeio na foz que é longe do rio e longe do mar. Pelo menos o suficiente. Perdido em mim em ti em nós. Excelente. Perfeito. :) Grazie

Desiderações

Desiderato: desidrato.

sexta-feira, março 16, 2007

dentro da cabeça

não há maior prisão que este crânio que me encerra ("being john malkovitch" ?)

a olhar para estrada » epistemologia de um projecto

uma recomendação já antiga do meu brother:

"Children playing is a typical example of spontaneous contact which can rise to higher levels,
but is also exemplifies another important fact: people are attracted by other people.
Just as children congregate spontaneously when a game starts, adults adore the sight
of everchanging human activities. Children play more willingly in driveways and
parking lots than in separate green areas, while adults invariably sit where it is possible
to watch life go by, rather than in private back gardens or enclosed parks. Even
city traffic is a great pole of attraction for adults and children alike, when it is not
excessive. We can observe that chairs in sidewalk cafe´s are always facing the street
and never towards the cafe´ or an empty space, people who stop to watch builders
at work go away during work breaks, those watching a pavement artist walk over
the picture without a second thought as soon as the artist leaves. More systematic
observations accompanied by simple statistics confirm these results suggested by
common sense but always ignored in city planning models. To get this virtuous circle
of activities and contacts, the various kinds of activities have to take place in the
same space. This co-presence is fundamental: people moving around for their jobs,
stopping for a breath of fresh air or to meet someone at a cafe´, sidewalk players,
street vendors or children playing, each one of these activities promotes the others.
City planning can do a lot to regulate human activities in space. Urban public space,
for instance, should not be too big so as not to inhibit the first level of optional
activities, watching, listening to and being seen by others. This means that both
horizontally?the width of the street?and vertically?the height of the buildings?
distances must enable one to see and to be seen clearly, according to the quality
which Sini has already noticed in “the city of words” of medieval times."

Futures 31 (1999) 437?456
The community and public spaces: ecological
thinking, mobility and social life in the open
spaces of the city of the future
Sergio Porta*
Department of Land and City Planning, Polytechnic of Milan, Milan,

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

O futuro do mundo nas minhas mãos (II)

RESPONSABILIDADE PELA DISPONIBILIZAÇÃO DE 3 GARRAFÕES DE 5 LITROS COM ÁGUA PARA LIMPEZA DAS ÁREAS COMUNS DO PRÉDIO (TERÇAS E SEXTAS)

Assumiu-se a necessidade de 30 litros de água (6 garrafões – 3 garrafões a disponibilizar por cada uma das 2 fracções responsáveis)

SETEMBRO e OUTUBRO
3ºE e 2ºD
NOVEMBRO e DEZEMBRO
3ºD e 1º
JANEIRO e FEVEREIRO
3ºE e 2ºD
MARÇO e ABRIL
3ºD e 1º
MAIO e JUNHO
3ºD e 1º
JULHO e AGOSTO
3ºE e 2ºD

Notas:
1. Os 3 garrafões devem ser colocados à frente da porta de entrada da fracção.
2. Apenas foram tidas em conta as fracções ocupadas neste momento. Logo que outras fracções sejam ocupadas serão incluídas na escala.
3. Se a quantidade de água não for suficiente (ou for em demasia) é favor avisar a (nova) gestão do condomínio (2ºD)
4. Se os residentes em alguma das fracções não tiverem possibilidade de proceder a esta tarefa durante determinado período deverão diligenciar a sua substituição junto de um outro condómino.
5. Na última reunião de condomínio foi decidido reduzir a periodicidade da limpeza para uma vez por semana. Logo que a nova gestão do condomínio entre em funções diligenciará nesse sentido.

14/02/2007

O futuro do mundo nas minhas mãos (I)

RESPONSABILIDADE PELA COLOCAÇÃO DO CAIXOTE DO LIXO NA RUA À NOITE E DENTRO DO PRÉDIO DE MANHÃ

SETEMBRO
3ºE
OUTUBRO
2ºD
NOVEMBRO
3ºD
DEZEMBRO

JANEIRO
3ºE
FEVEREIRO
2ºD
MARÇO
3ºD
ABRIL

MAIO

JUNHO
2ºD
JULHO
3ºD
AGOSTO
3ºE

Notas:
1. Apenas foram tidas em conta as fracções ocupadas neste momento. Logo que outras fracções sejam ocupadas serão incluídas na escala.
2. Não colocar o lixo na rua de domingo para segunda e de um dia feriado para o dia seguinte.
3. Se os residentes em alguma das fracções não tiverem possibilidade de proceder a esta tarefa durante determinado período deverão diligenciar a sua substituição junto de um outro condómino.
14/02/2007

terça-feira, janeiro 30, 2007

expulsei-vos, sorry

Caros amigos dear friends,

expulsei-vos, e não foi sem querer, do muitomaumuitobom.blogspot.com.

Basicamente queria experimentar fazer umas mudanças no blog e a vossa presença não permitia essas mudanças (pensava eu).
Expulsei-vos e, infelizmente, continuo sem grande sucesso nas mudanças estilísticas e operacionais do blogzito (ou seja, é perfeito).

Quem quiser voltar a pertencer ao clube é só dizer.

Pimentel: para ti vai um pedido de desculpas especial pois foste tu que começaste esta coisa...tb é verdade q estava tudo um tanto ou quanto afastado da coisa; ou então é a coisa que estava um tanto ou quanto afastada de tudo.

Acho que vou pôr este post online, embora não se trate de um post na sua versão original mas sim de um e-mail

Abreisses,

quinta-feira, novembro 02, 2006

Voilá

Cometi um erro (o meu irmão diz que não foi um erro), corrigi-o e voilá.

JÁ FOI "PORQUE UMA FOSSA TEM TODAS AS RAZOES PARA SER CÉPTICA"; TAMBÉM JÁ FOI: "PORQUE PARA APRECIAR O QUE HÁ DE BOM SE DEVE SABER O QUE É MESMO MAU... E PORQUE O QUE É INTRINSECAMENTE MAU SE APROXIMA, POR VEZES, DO BELO (HÁ UMA FINA IRONIA QUE OS DISTINGUE)

sábado, agosto 05, 2006

Uma viagem ao contrário18 - Lisboa

Heróis de banda desenhada invadiram o meu apartamento. Estranhos seres que se transformam. Ainda bem que não estou sempre acordado. Está muito calor. Fico por casa. Papéis escondidos por todo o lado.

O Cacilheiro é porque vai até lá. Lá há caracóis e cerveja. Uma escritora diria "e outras coisas".

Jogging ao sol é bom, principalmente sem água e sem chapéu e no meio da poluição automóvel. Necessita apenas de energia e cálcio made by China.

A cidade está calma, deliciosamente em coma mas com sinais de vida (aos quais, por serem raros, se dá mais importância).

No Líbano e em Israel. .. Recomendo t-shirts no El Corte Inglês às côres, com frases e figuras e desdobráveis (?).

Está muito calor, já disse?

Um blog serve para escrever e fazer batota.

terça-feira, junho 20, 2006

Portugal na rota do sucesso

Crédito à habitação, crédito ao consumo; endividamento generalizado. Qual a reacção de 99,99% dos endividados? É isso, trabalham mais para pagar as dívidas.

Assim, um país endividado é um país de futuro.

fossa céptica

Eu virulento substituí(u) o muitomaumuitobom; fica a adolescência: "Porque para apreciar o que ha de bom se deve saber o que e mesmo mau...... e porque o que e intrinsecamente mau se aproxima, por vezes, do belo (ha uma fina ironia que o distingue)."

welcome

quinta-feira, março 23, 2006

Fellini devido

Ontem saíu a "história devida" - menos uma :)

Anteontem vi o "oito e meio" de Fellini - como é possível não o ter visto antes? ninguém me avisou; nem um amigo; nem um familiar; nunca apanhei uma cassete perdida lá por casa; nada; ninguém me disse que era imperdível, único, imenso; senti vergonha. Devo andar mal rodeado.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

2 filmes interessantes

"Nada a esconder" de Michael Haneke com Daniel Auteuil e Juliette Binoche - recomendado por amigas que não gostaram do final e que sabiam que eu ía gostar (especialmente do final).

"Broadback Mountain" - recomendado pela Academia que parece gostar de criar profundidade a partir da leveza.

sábado, fevereiro 11, 2006

Waterfuckdeath

Algures entre 1994 e 1995 um meteoro abanou as fundações da música, talvez mesmo da arte. O projecto/movimento era português e universal. Não era música alternativa. Era alternativa à música. A música, poucos deram conta, morreu um pouco com os Waterfuck. E os Waterfuck orgulham-se disso.

O primeiro álbum surgiu em 1994. Chamava-se "Intervall" e inclui os temas "Onde é que se mijaki?", "E a segunda", "Gay Vota", "Mohta", "Aquilo que ía fondo mas não iu", "Sabão", "Daniela", "Ai! Mar", "En Terra" e "AX".

O segundo, "Sexo Vokal", foi criado em 1995. Temas: "neo hard ciber trash techno", "Caveirinha", "Rui Águas parte 1", "Vim de Dima", "Rui Águas parte 2", "Voar", "Rui Águas parte 3", "Mirita", "Rui Águas parte 4", "João", "Rui Águas parte 5", "Nossa senhora", "Rui Águas parte 6", "TAE Couto", "Rui Águas parte 7", "Cão-Beck" e "Rui Águas parte 8".

Outros álbuns ficaram praticamente prontos mas entendemos que a arte não tem que existir para o ser. Ou melhor, entendemos que o é (arte) ainda mais se não existir: "Jaz" (o enterro do Jazz), "Worst of" e "Mainstream". A partir daqui era demasiado fácil para nós.

Fica o registo e as insinuações. O meu espírito trintão auto-regulou-me, impedindo-me de publicar aqui as letras (embora o tenha começado a fazer). Saboreio um agradável cocktail de liberdade e crescimento.

Um grande abraço ao Simão (guitarra e voz) , Pimentel (percussão, sintetizadores e voz), Marco (baixo e vozes, várias) e Nelson (sininhos, guitarra e voz).

segunda-feira, janeiro 23, 2006

À Manhã, Burro

Oliviero é burro que se vai perdendo (gostei porque também não gosto de perder coisas...).

Mas bom, bom, é o sol de inverno no Castelo, observar turistas e estruturar futuros.

O texto de José Luís Peixoto e as interpretações do Teatro Meridional são imperdíveis no São Luiz.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Mário Soares e Mister Charly

Votar pela adrenalina
"Mister Charly Linha Grátis 800 204 336"
Implosão da segurança social
"Onde o sonho se torna realidade"
Voto por ti, geração perdida
"O Bacalhau é Rei"
mp3?
"pela primeira vez na Europa GRANDE ESPECTÁCULO ARGENTINO"
Voto no Mister Charly
"saída dos pontos indicados..."
Euribor sobe 0.25 pontos
"Mister Charly procura organizadores de exurções... 244880440"
Voto adolescente

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Home2 - goste-se ou não...

Travessa do poço dos negros
Música: João Gil
Letra: Luís Represas
Intérprete: Trovante
In: "saudades do futuro",1991;

A história que gente vos quer contar
aconteceu um dia em Lisboa
aonde o tempo corre devagar
Chegamos era cedo à ribeiraainda todo o peixe respiravae a outra carne aos poucos definhava
o gemido do cordame das amarrasjuntava-se ao lamento dos porõese o que nos chega fora são canções
a gente viu sair muita gente que dançavaum estranho bailado em tom dolente marcado pelo bater das corrente
anda linda
vamos pra ver se é verdade
que lá se pode ouvir
cantar anda lindavamos ao poço dos negros pra ver quem pode lá morar
mais tarde fomos ter àquela parte da cidadeque é mais profunda do que maré baixae a lua só visita por vaidade
De novo a estranha moda se dançavaagora com suspiros de saudadeagora com bater de corações
anda linda ...
batiam-se com barriga e roçavam-se nas coxasos corpos já dourados de suore as bocas já vermelhas dos amores
quisemos nós saber qual é o nome desta modarespondeu-nos um velho já mirradolundum mas se quiserem chamem-lhe fado
anda linda ...

home1: Lundum

O Lundum é uma dança de proveniência africana praticada em Portugal por meados do séc. XVIII, estando muto possivelmente ligado à origem de um certo Fado Batido (dançado) - de onde emergiria algo que no futuro, já exclusivamente como canção, adoptaria o nome de "Fado".

sexta-feira, outubro 07, 2005

Cinismo, encontros amorosos, imobiliário, transparência e eleições autárquicas

"Construções PARDAL

Empresa séria e responsável,
Se tem obras para fazer,
e tem dificuldade em encontrar a pessoa certa
fale com a empresa Pardal,
ficará nosso cliente, tenho a certeza.
Temos pessoal especializado para todo o tipo de trabalho:
Remodelações, limpesa de fachadas, pinturas, e telhados.
Também se fazem construções novas,
e reconstruções em prédios velhos,
podendo ser o pagamento em troca de andares.
Estamos disponíveis para mostrar os trabalhos por nós excutados.
Escritório: Travessa do Pasteleiro, 21
(À Rua da Esperança - Santos-o-Velho)
1200-754 Lisboa
938700250
963211582"

quarta-feira, agosto 24, 2005

Um gato

  1. a extrema persuasão confunde-se com a arte da concretização, tornando-o desgostoso
  2. um gato enorme, branco e laranja, pairava virado para o outro lado e passando à minha frente; depois, lentamente, comia um homem e o homem comia-o a ele

sexta-feira, julho 29, 2005

jardinar um pântano

Ontem fiquei parado numa estrada de terra na cidade de São Tomé. Um jardineiro plantava/enterrava com afinco bolbos de flores em canteiros profundos, raros e pantanosos.

here we go