quarta-feira, dezembro 03, 2008

inicio 2

Fingi que me assustei. Estarmos sozinhos tem implicacoes?

inicio 1

Marco atravessou a estrada.

o que e

o bom gosto, uma sintonia com o olhar?

puno

cidade-pontao do lago titicaca, onde a vida comecou e as cidades perdidas se riem de nos.

mim

tenho consciência temporária de

nao conheço o infinito

quinta-feira, novembro 27, 2008

domingo, novembro 23, 2008

lima3

lima é a concretizaçao deste blog, disse; mas nao é; é a melhor aproximaçao que eu conheço a uma realidade muitamaumuitobom potencial; nao serve escrever porquê, seria sempre um instrumento desajeitado; mas serve levantar a hipótese, propôr uma teoria e criticá-la, nao é Karl?
just go with the flow

sábado, novembro 22, 2008

lima2

para cheirar, e espirrar, o nariz é sempre pequeno, bem disposto, ausente; a simpatia favorece os outros; às vezes nao favorece os que pintam narizes pequenos em praças apinhadas de vermelhos, laranjas e, se artistas artistas artistas, azuis.

lima

gigantes quadrados chegam do mar em estranhos barcos de pedra; as pedras combatem; e das pedras nasce o sol; as pedras transformam-se, mais rapidamente do que noutros lugares; tenho saudades do alto, da montanha.

sábado, fevereiro 02, 2008

quinta-feira, janeiro 17, 2008

sábado, janeiro 05, 2008

máquinas de lavar e a importância da participação

Gosto de ficar a observar os primeiros momentos da máquina de lavar em funcionamento, aquela espera pela primeira gota que antecipa a enxurrada. Mas só gosto quando sou eu a separar a roupa, a colocá-la na máquina, a abrir a gaveta e a colocar lá dentro o pó e o outro líquido.

quarta-feira, setembro 26, 2007

teatro

o teatro motiva-me como aproximação à possibilidade de viver; o problema com a possibilidade de viver é que é sempre mais limitada, menos excêntrica do que a vida; tic tac tic tac; o tempo corre; não há tempo e assim, por causa da falta de tempo emergem os símbolos; depois, o valor dos símbolos escolhidos depende do impacto, não sobre a realidade mas, acima de tudo sobre as pessoas que os enunciam (neste caso, os actores); neste sentido, o teatro deve ter como objectivo aproximar-se ao máximo da vida, da sensação de olhar, de sentir; e um bom actor seria alguém cujo impacto simbólico é, curiosamente, real, transparecendo; não falo, obviamente, de realismo, mas precisamente do seu contrário; o que retemos da vida não é o contínuo, e interpreto o real como um contínuo; falo do imprevisto, do incerto antecipável e do aleatório; mas não falo de improvisação; a vida não se confunde com improvisação; é também estrutura e sistema; falo de "âncoras" e sinais de aviso; hábitos; dúvidas; rupturas e permanências associadas a rupturas.

quarta-feira, setembro 19, 2007

sexta-feira, setembro 14, 2007

Astérix

quando a noite começa a cair; mas a cair mesmo, sem receio, aí pelas oito menos um quarto nesta época do ano, pode-se olhar para o céu, logo a seguir ao rio, e esperar que ele se mantenha firme

sexta-feira, agosto 31, 2007

Daniel

O meu irmão faz amanhã 22 (?) anos. 22 anos. Não o vou elogiar, não só porque é desnecessário mas também porque ele poderia usar isso contra mim (nunca se sabe com os benfiquistas).

22 anos. Confesso que quando penso nisso tenho sempre que refazer as contas. E não é por ser muito, é por ser pouco. Ou melhor, é por ser muito para ser tão pouco.

Ele é uma presença constante em mim; genética e emocional - é para que conste.

almas?

Há entidades etéreas que vagueiam; às vezes, cada vez com menos frequência, encontram o seu corpo (e respiram fundo); deitam-se na estúpida esperança que amanhã seja uma noite diferente; felizmente, para elas, o dia já o é; são entidades sem direitos, desmembradas, mutiladas.

"tens que me fazer o favor de seres feliz"

umgh?

quarta-feira, agosto 29, 2007

Revolta: Política de Transportes em Portugal

É muito necessário, é muito importante, mesmo muito, sei de fonte segura, viajar até Espanha e ver a tecnologia espanhola dos intercambiadores.

Ruptura de ligamentos

Ouvi dizer que há pais que fazem os t.p.c. dos filhos com 4 ou 5 anos que estão no jardim infantil. Segundo a Escola Superior de Educação Jean Piaget "o país precisa de educadores e formadores"; "se é a tua vocação não hesites".

Um senhor disse-me que o servo freio dele teve que vir de Espanha porque os nossos governantes são maus. Não sei se ele tem razão ou não. A minha dúvida é se se perderão eleições pela não disponibilização, em Portugal, de servo freios.

Se calhar foi essa também a razão pela qual, há uns tempos, eu caí das escadas e tive uma ruptura de ligamentos.

Lighthouse Family

A única banda da qual, sem saber porquê, sou fã incondicional. Incondicional, mesmo. Nem tenho que gostar das canções

ler o jornal

Eu leio o jornal a partir da última página. Sempre o fiz, aliás. Entre outras coisas chega-se primeiro às prostitutas e só depois à necrologia.

superfícies polidas

passou uma semana e dois dias; estou sentado no mesmo sítio;

um vazio pequeno, localizado, desce da minha garganta para o peito, do lado direito do coração, quando penso no seu sorriso; é aí, se calhar, que fica guardada a minha avó; fica na minha carne e na minha consciência

tenho cada vez mais a noção das superfícies menos polidas (minhas e dos outros)

segunda-feira, agosto 27, 2007

Embraiagem

Ontem estive num espaço amplo, cinzento-betão, mesmo cinzento-betão. Era amplo mas não tinha muito espaço livre. Porque estava ocupado com muitos veículos e poucas pessoas. Alguns (acho que não todos) veículos eram-me familiares. O que não significa, claro, que me agradassem. Tentei "arrumá-los" ou melhor, como se trata de veículos, de os estacionar. Mas pequenas coisas corriam mal. Distracções. Questões de electrónica, de embraiagem (gosto desta palavra - fica como título), pensamentos, carteiras (aos pares) poisadas no banco do lado, o do passageiro (que não estava lá, normalmente; até porque estavam lá as carteiras). E depois apareceu o compasso preto, ou melhor, o estojo preto com o compasso e um conjunto mágico de acessórios. Era o compasso da minha mãe e simbolizava, para mim, ainda simboliza?, um mundo oculto, do desenho, da criatividade que eu sabia que a minha mãe tinha, apesar de não estar presente no dia-a-dia. Porque no dia-a-dia ela era mãe e mulher; e eu era filho. Também estava lá um tanque militar. Não muito grande, não muito moderno mas um tanque militar a sério. Não estava estacionado, ainda, mas estava discreto, junto a um dos lados, perto de um muro. Eu continuei atarefado a tentar "arrumar", em lugares bem demarcados, os veículos, quando, de repente, passam 2 ou 3 veículos militares, velozes, "jeeps", ameaçadores mas distraídos. "Vão ver o tanque", pensei.

Corrida

Quem ganha uma corrida um carro só com uma pessoa com tracção às 4 ou um outro sem tracção às 4? E se for uma viagem contra o vento? Vou fazer uma viagem contra o vento

auto-estrada

no outro sentido da auto-estrada os carros estão parados; sigo; os carros que encaro de frente aceleram sem saberem que vão ter que parar a seguir; pelo menos tão frequentemente sou eu que acelero sem saber que vou ter que parar após a próxima curva; talvez, se pudesse ver os olhos dos condutores que seguem em sentido contrário eu pudesse desacelerar, confiante

segunda-feira, agosto 20, 2007

20 de Agosto de 2007

normalmente assinala-se a hora e a data do nascimento; também se assinala a hora e a data da morte; hoje é um dia de agosto negro e sufocante; a minha avó morreu; era uma pessoa extraordinária e não escrevo isto por ser hoje; sempre o disse sempre o senti; mulher forte, decidida, extremamente inteligente e boa; com um sorrido profundo, sincero e belíssimo

aqui fica, com um amor desmedido e completo; o meu mundo mudou hoje

quarta-feira, julho 18, 2007

Anathema

fui ver outro dia no Grande Auditório da Culturgest virado ao contrário; texto do jovem e velho José Luis Peixoto com Tiago Rodrigues e amigos belgas do STAN. 2 actores em palco, mesmo em palco, ali, expostos; quase que comia uma maçã mas não disse nada; devia ter comido uma maçã; é por isso que o Teatro é viciante; para nós e, muito muito provavelmente, para eles.

somos reféns, ponto, estamos destinados à destruição; gostei bastante, com explosão e tudo e senhoras, senhoras, e senhores a verem tudo o que há para ver no festival de Almada; vamos morrer, eu sei, JLP

P.S. Lisboa está parada? como é q é possível essa malta dos partidos espalhar esta ideia; a câmara é capaz de estar parada, não faço ideia; mas Lisboa?

sábado, maio 26, 2007

sexta-feira, maio 11, 2007

santiago

o miúdo está aí para as curvas; espreguiça e chora; com personalidade; à homem; sorri descontraído de vez em quando;

não deixa de ser extraordinária esta coisa da vida tão presente num olhar; um dia, num instante, abre-se; outro dia, noutro instante, fecha-se

sexta-feira, maio 04, 2007

camião aa

a conduzir um camião TIR, o meu camião TIR, no meio da cidade à procura de um sítio

um furo

como é que um furo pode parar um camião deste tamanho?

sexta-feira, abril 06, 2007

"pensa o q quiseres"

O cabrita neto não existiu pq não se fez.

O cd 'vozes e guitarra' (vols 1 e 2), pelo contrário, está aí, pessoa inteira, quem é? e basta

Hoje passeio na foz que é longe do rio e longe do mar. Pelo menos o suficiente. Perdido em mim em ti em nós. Excelente. Perfeito. :) Grazie

Desiderações

Desiderato: desidrato.

sexta-feira, março 16, 2007

dentro da cabeça

não há maior prisão que este crânio que me encerra ("being john malkovitch" ?)

a olhar para estrada » epistemologia de um projecto

uma recomendação já antiga do meu brother:

"Children playing is a typical example of spontaneous contact which can rise to higher levels,
but is also exemplifies another important fact: people are attracted by other people.
Just as children congregate spontaneously when a game starts, adults adore the sight
of everchanging human activities. Children play more willingly in driveways and
parking lots than in separate green areas, while adults invariably sit where it is possible
to watch life go by, rather than in private back gardens or enclosed parks. Even
city traffic is a great pole of attraction for adults and children alike, when it is not
excessive. We can observe that chairs in sidewalk cafe´s are always facing the street
and never towards the cafe´ or an empty space, people who stop to watch builders
at work go away during work breaks, those watching a pavement artist walk over
the picture without a second thought as soon as the artist leaves. More systematic
observations accompanied by simple statistics confirm these results suggested by
common sense but always ignored in city planning models. To get this virtuous circle
of activities and contacts, the various kinds of activities have to take place in the
same space. This co-presence is fundamental: people moving around for their jobs,
stopping for a breath of fresh air or to meet someone at a cafe´, sidewalk players,
street vendors or children playing, each one of these activities promotes the others.
City planning can do a lot to regulate human activities in space. Urban public space,
for instance, should not be too big so as not to inhibit the first level of optional
activities, watching, listening to and being seen by others. This means that both
horizontally?the width of the street?and vertically?the height of the buildings?
distances must enable one to see and to be seen clearly, according to the quality
which Sini has already noticed in “the city of words” of medieval times."

Futures 31 (1999) 437?456
The community and public spaces: ecological
thinking, mobility and social life in the open
spaces of the city of the future
Sergio Porta*
Department of Land and City Planning, Polytechnic of Milan, Milan,

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

O futuro do mundo nas minhas mãos (II)

RESPONSABILIDADE PELA DISPONIBILIZAÇÃO DE 3 GARRAFÕES DE 5 LITROS COM ÁGUA PARA LIMPEZA DAS ÁREAS COMUNS DO PRÉDIO (TERÇAS E SEXTAS)

Assumiu-se a necessidade de 30 litros de água (6 garrafões – 3 garrafões a disponibilizar por cada uma das 2 fracções responsáveis)

SETEMBRO e OUTUBRO
3ºE e 2ºD
NOVEMBRO e DEZEMBRO
3ºD e 1º
JANEIRO e FEVEREIRO
3ºE e 2ºD
MARÇO e ABRIL
3ºD e 1º
MAIO e JUNHO
3ºD e 1º
JULHO e AGOSTO
3ºE e 2ºD

Notas:
1. Os 3 garrafões devem ser colocados à frente da porta de entrada da fracção.
2. Apenas foram tidas em conta as fracções ocupadas neste momento. Logo que outras fracções sejam ocupadas serão incluídas na escala.
3. Se a quantidade de água não for suficiente (ou for em demasia) é favor avisar a (nova) gestão do condomínio (2ºD)
4. Se os residentes em alguma das fracções não tiverem possibilidade de proceder a esta tarefa durante determinado período deverão diligenciar a sua substituição junto de um outro condómino.
5. Na última reunião de condomínio foi decidido reduzir a periodicidade da limpeza para uma vez por semana. Logo que a nova gestão do condomínio entre em funções diligenciará nesse sentido.

14/02/2007

O futuro do mundo nas minhas mãos (I)

RESPONSABILIDADE PELA COLOCAÇÃO DO CAIXOTE DO LIXO NA RUA À NOITE E DENTRO DO PRÉDIO DE MANHÃ

SETEMBRO
3ºE
OUTUBRO
2ºD
NOVEMBRO
3ºD
DEZEMBRO

JANEIRO
3ºE
FEVEREIRO
2ºD
MARÇO
3ºD
ABRIL

MAIO

JUNHO
2ºD
JULHO
3ºD
AGOSTO
3ºE

Notas:
1. Apenas foram tidas em conta as fracções ocupadas neste momento. Logo que outras fracções sejam ocupadas serão incluídas na escala.
2. Não colocar o lixo na rua de domingo para segunda e de um dia feriado para o dia seguinte.
3. Se os residentes em alguma das fracções não tiverem possibilidade de proceder a esta tarefa durante determinado período deverão diligenciar a sua substituição junto de um outro condómino.
14/02/2007

terça-feira, janeiro 30, 2007

expulsei-vos, sorry

Caros amigos dear friends,

expulsei-vos, e não foi sem querer, do muitomaumuitobom.blogspot.com.

Basicamente queria experimentar fazer umas mudanças no blog e a vossa presença não permitia essas mudanças (pensava eu).
Expulsei-vos e, infelizmente, continuo sem grande sucesso nas mudanças estilísticas e operacionais do blogzito (ou seja, é perfeito).

Quem quiser voltar a pertencer ao clube é só dizer.

Pimentel: para ti vai um pedido de desculpas especial pois foste tu que começaste esta coisa...tb é verdade q estava tudo um tanto ou quanto afastado da coisa; ou então é a coisa que estava um tanto ou quanto afastada de tudo.

Acho que vou pôr este post online, embora não se trate de um post na sua versão original mas sim de um e-mail

Abreisses,

quinta-feira, novembro 02, 2006

Voilá

Cometi um erro (o meu irmão diz que não foi um erro), corrigi-o e voilá.

JÁ FOI "PORQUE UMA FOSSA TEM TODAS AS RAZOES PARA SER CÉPTICA"; TAMBÉM JÁ FOI: "PORQUE PARA APRECIAR O QUE HÁ DE BOM SE DEVE SABER O QUE É MESMO MAU... E PORQUE O QUE É INTRINSECAMENTE MAU SE APROXIMA, POR VEZES, DO BELO (HÁ UMA FINA IRONIA QUE OS DISTINGUE)

sábado, agosto 05, 2006

Uma viagem ao contrário18 - Lisboa

Heróis de banda desenhada invadiram o meu apartamento. Estranhos seres que se transformam. Ainda bem que não estou sempre acordado. Está muito calor. Fico por casa. Papéis escondidos por todo o lado.

O Cacilheiro é porque vai até lá. Lá há caracóis e cerveja. Uma escritora diria "e outras coisas".

Jogging ao sol é bom, principalmente sem água e sem chapéu e no meio da poluição automóvel. Necessita apenas de energia e cálcio made by China.

A cidade está calma, deliciosamente em coma mas com sinais de vida (aos quais, por serem raros, se dá mais importância).

No Líbano e em Israel. .. Recomendo t-shirts no El Corte Inglês às côres, com frases e figuras e desdobráveis (?).

Está muito calor, já disse?

Um blog serve para escrever e fazer batota.

terça-feira, junho 20, 2006

Portugal na rota do sucesso

Crédito à habitação, crédito ao consumo; endividamento generalizado. Qual a reacção de 99,99% dos endividados? É isso, trabalham mais para pagar as dívidas.

Assim, um país endividado é um país de futuro.

fossa céptica

Eu virulento substituí(u) o muitomaumuitobom; fica a adolescência: "Porque para apreciar o que ha de bom se deve saber o que e mesmo mau...... e porque o que e intrinsecamente mau se aproxima, por vezes, do belo (ha uma fina ironia que o distingue)."

welcome

quinta-feira, março 23, 2006

Fellini devido

Ontem saíu a "história devida" - menos uma :)

Anteontem vi o "oito e meio" de Fellini - como é possível não o ter visto antes? ninguém me avisou; nem um amigo; nem um familiar; nunca apanhei uma cassete perdida lá por casa; nada; ninguém me disse que era imperdível, único, imenso; senti vergonha. Devo andar mal rodeado.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

2 filmes interessantes

"Nada a esconder" de Michael Haneke com Daniel Auteuil e Juliette Binoche - recomendado por amigas que não gostaram do final e que sabiam que eu ía gostar (especialmente do final).

"Broadback Mountain" - recomendado pela Academia que parece gostar de criar profundidade a partir da leveza.

sábado, fevereiro 11, 2006

Waterfuckdeath

Algures entre 1994 e 1995 um meteoro abanou as fundações da música, talvez mesmo da arte. O projecto/movimento era português e universal. Não era música alternativa. Era alternativa à música. A música, poucos deram conta, morreu um pouco com os Waterfuck. E os Waterfuck orgulham-se disso.

O primeiro álbum surgiu em 1994. Chamava-se "Intervall" e inclui os temas "Onde é que se mijaki?", "E a segunda", "Gay Vota", "Mohta", "Aquilo que ía fondo mas não iu", "Sabão", "Daniela", "Ai! Mar", "En Terra" e "AX".

O segundo, "Sexo Vokal", foi criado em 1995. Temas: "neo hard ciber trash techno", "Caveirinha", "Rui Águas parte 1", "Vim de Dima", "Rui Águas parte 2", "Voar", "Rui Águas parte 3", "Mirita", "Rui Águas parte 4", "João", "Rui Águas parte 5", "Nossa senhora", "Rui Águas parte 6", "TAE Couto", "Rui Águas parte 7", "Cão-Beck" e "Rui Águas parte 8".

Outros álbuns ficaram praticamente prontos mas entendemos que a arte não tem que existir para o ser. Ou melhor, entendemos que o é (arte) ainda mais se não existir: "Jaz" (o enterro do Jazz), "Worst of" e "Mainstream". A partir daqui era demasiado fácil para nós.

Fica o registo e as insinuações. O meu espírito trintão auto-regulou-me, impedindo-me de publicar aqui as letras (embora o tenha começado a fazer). Saboreio um agradável cocktail de liberdade e crescimento.

Um grande abraço ao Simão (guitarra e voz) , Pimentel (percussão, sintetizadores e voz), Marco (baixo e vozes, várias) e Nelson (sininhos, guitarra e voz).

segunda-feira, janeiro 23, 2006

À Manhã, Burro

Oliviero é burro que se vai perdendo (gostei porque também não gosto de perder coisas...).

Mas bom, bom, é o sol de inverno no Castelo, observar turistas e estruturar futuros.

O texto de José Luís Peixoto e as interpretações do Teatro Meridional são imperdíveis no São Luiz.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Mário Soares e Mister Charly

Votar pela adrenalina
"Mister Charly Linha Grátis 800 204 336"
Implosão da segurança social
"Onde o sonho se torna realidade"
Voto por ti, geração perdida
"O Bacalhau é Rei"
mp3?
"pela primeira vez na Europa GRANDE ESPECTÁCULO ARGENTINO"
Voto no Mister Charly
"saída dos pontos indicados..."
Euribor sobe 0.25 pontos
"Mister Charly procura organizadores de exurções... 244880440"
Voto adolescente

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Home2 - goste-se ou não...

Travessa do poço dos negros
Música: João Gil
Letra: Luís Represas
Intérprete: Trovante
In: "saudades do futuro",1991;

A história que gente vos quer contar
aconteceu um dia em Lisboa
aonde o tempo corre devagar
Chegamos era cedo à ribeiraainda todo o peixe respiravae a outra carne aos poucos definhava
o gemido do cordame das amarrasjuntava-se ao lamento dos porõese o que nos chega fora são canções
a gente viu sair muita gente que dançavaum estranho bailado em tom dolente marcado pelo bater das corrente
anda linda
vamos pra ver se é verdade
que lá se pode ouvir
cantar anda lindavamos ao poço dos negros pra ver quem pode lá morar
mais tarde fomos ter àquela parte da cidadeque é mais profunda do que maré baixae a lua só visita por vaidade
De novo a estranha moda se dançavaagora com suspiros de saudadeagora com bater de corações
anda linda ...
batiam-se com barriga e roçavam-se nas coxasos corpos já dourados de suore as bocas já vermelhas dos amores
quisemos nós saber qual é o nome desta modarespondeu-nos um velho já mirradolundum mas se quiserem chamem-lhe fado
anda linda ...

home1: Lundum

O Lundum é uma dança de proveniência africana praticada em Portugal por meados do séc. XVIII, estando muto possivelmente ligado à origem de um certo Fado Batido (dançado) - de onde emergiria algo que no futuro, já exclusivamente como canção, adoptaria o nome de "Fado".

sexta-feira, outubro 07, 2005

Cinismo, encontros amorosos, imobiliário, transparência e eleições autárquicas

"Construções PARDAL

Empresa séria e responsável,
Se tem obras para fazer,
e tem dificuldade em encontrar a pessoa certa
fale com a empresa Pardal,
ficará nosso cliente, tenho a certeza.
Temos pessoal especializado para todo o tipo de trabalho:
Remodelações, limpesa de fachadas, pinturas, e telhados.
Também se fazem construções novas,
e reconstruções em prédios velhos,
podendo ser o pagamento em troca de andares.
Estamos disponíveis para mostrar os trabalhos por nós excutados.
Escritório: Travessa do Pasteleiro, 21
(À Rua da Esperança - Santos-o-Velho)
1200-754 Lisboa
938700250
963211582"

quarta-feira, agosto 24, 2005

Um gato

  1. a extrema persuasão confunde-se com a arte da concretização, tornando-o desgostoso
  2. um gato enorme, branco e laranja, pairava virado para o outro lado e passando à minha frente; depois, lentamente, comia um homem e o homem comia-o a ele

sexta-feira, julho 29, 2005

jardinar um pântano

Ontem fiquei parado numa estrada de terra na cidade de São Tomé. Um jardineiro plantava/enterrava com afinco bolbos de flores em canteiros profundos, raros e pantanosos.

here we go

quinta-feira, junho 30, 2005

Nos indígenas

No último fim-de-semana estive com um grupo grande de amigos numa praia enorme. Possivelmente noutro planeta. As ondas gigantes... Antecipámos a primeira mas a segunda, a maior, surpreendeu-nos. Foram poucos os sobreviventes. Escondi-me atrás de um carro mas, mesmo assim, fiquei molhado, de um dos lados, com um rigor milimétrico. Com outros dois sobreviventes encontrei uma esplanada (uma esplanada típica de praias grandes). Outros sobreviventes, humanos, passavam de vez em quando e íam à esplanada ou olhavam um pouco o mar. Uma coisa ou outra. As ondas gigantes pareciam não produzir qualquer efeito nos indígenas.

quinta-feira, junho 09, 2005

Ah, a economia!

Greenspan, in one of the finest speeches he has ever given, told us two summers ago that the Fed has to take into consideration the possible negative impacts of their decisions and weigh them more than the potential positive impacts. "First, do no harm."

John Mauldin

terça-feira, junho 07, 2005

MuitoMuito

No passado fim-de-semana teve lugar uma edição muito especial do muitomaumuitobom, para apreciadores convidados e coleccionadores ferrenhos.

No palco cultural de Viseu, com direito a festival gastronómico, recolha de enfeites e bandeirolas de aniversário e viagens pelas alamedas da memória.

Houve quem pudesse trocar olhares fugidios com quase-famosos; há mesmo relatos, se bem que não confirmados, de alguns terem falado com os membros da banda responsável pelo mítico vinil "InterVale", que marcou uma ou duas gerações.

Foi, em boa verdade, um muitomaumuitobom muito especial, assim, tipo, muitobommuitobom, compreendem?

sexta-feira, maio 27, 2005

Já vai tarde mas vai durar, infelizmente

Que melhor exemplo de muitomaumuitobom do que o Porto ter perdido o campeonato?
Pois, só o Benfica ter ganho o campeonato.

quarta-feira, maio 18, 2005

Férias na minha cabeça

à la Malkovitch; Olinda no CCB ajuda; problemas de amor e filosofia com amigos e grande balão vermelho a cair do céu também; sonhos são viagens de racen, lentas e um pouco tristes; sigo códigos pessoais; tão pessoais que se tornam partilháveis, "tão machos que podem fazer tricot", como dizia a minha grande amiga Claire ontem.

sexta-feira, maio 06, 2005

noiva

Nao sei que fazer quando numa noite agitada num mundo agitado vagueio a procura de uma ou outra borrifadela eloquente e me deparo com a pagina principal da CNN a exibir o desenlace de uma noiva fugitiva...

O muito mau vive em todo o lado.

http://www.cnn.com/2005/US/05/05/wilbanks/index.html

segunda-feira, maio 02, 2005

Sofistas

Entre as tantas e as tantas, vaguei entre o medo de falar, de avançar. Sonhei com o aprisionar de liberdades. Com a auto-justificação da incapacidade e a socialização sofista das circunstâncias.

segunda-feira, abril 25, 2005

A Queda

Vale a pena assistir, em posição privilegiada, à queda de Hitler.
Não deixa de parecer ser um filme dúbio mas, se calhar, é o treino dos meus olhos que me condiciona.

Não é que eu aceite o Governo por ele existir, não sigo Ratz,

mas o meu dia foi muito pouco revolucionário. Passei-o no Estoril Open. Grande jogo de pares com Chela e Novak.

Sonhei,

entre outras coisas, que a minha avó tinha falecido. A minha avó nunca morrerá. Poderá, eventualmente, falecer. A minha inquietação, no sonho, era que os sonhos significassem alguma coisa.

sábado, março 12, 2005

quarta-feira, janeiro 12, 2005

Sugestão

Este país precisa rapidamente de aumentar as exportações.
É um imperativo de saúde económica e financeira, de sustentabilidade a prazo.

Arrisco acrescentar que o primeiro produto a exportar, o foco da nossa atenção no momento, devia ser (sem demagogia!), a inteira classe política.Acho até que daria para um contentor de 40 pés. De gente de provas dadas.
Por atacado, talvez conseguíssemos um bom frete e um bom negócio, uma troca por 2 ou 3 alemães ou, quiçá, suecos.

De seguida, havia que empacotar os restantes portugueses que geram estas elites e que depois se permitem ser governados assim, sem altercações de maior ou revoluções de veludo ou outras.

Finalmente, conviria colocar no correio os comentadores e bloguitas que se passam a vida a lamuriar e a criticar, sentados no traseiro.
Eu, já comprei o meu selo.

Uma apresentação de grande interesse, oscilando entre a ideia do luso-tropicalismo e o imaginário rico de Amílcar Cabral, nas Conferências do ISNG...

... dedicadas ao tema "Opções Estratégicas de portugal no Novo Contexto Mundial". Um intelectual a seguir, a ler e a reler.

José Carlos Gaspar Venâncio (1954)
Professor Associado
mailto:j-venancio@ubivms.ubi.pt
telef: 075.319640 (directo) telef: 075.319600 - ext 3840
Habilitações:
Licenciatura em História (Lisboa, 1978) Doutoramento em Ciências Sociais (Mainz, Alemanha, 1984)
Empregos anteriores:
Leitor de Português, Universidade de Heidelberg (Alemanha)
Disciplinas leccionadas
Na licenciatura de Sociologia:
Sociologia política; Sociologia Africana
No mestrado de Sociologia:
Sociologia política; Gestão de projectos culturais.
Investigação actual
"A literatura angolana. Formação e legalidade. Um estudo de antropologia e sociologia da literatura". (obra colectiva; cocoordenação).
Áreas de interesse
Sociologia política; sociologia da literatura; sociologia histórica.
Publicações Recentes
"Periferia e criatividade artística. O difícil percurso de três artistas plásticos em Cabo Verde: Manuel Figueira, Bela Duarte e Luísa Queirós", Anais Universitários 1996. "A economia de Luanda e hinterland no século XVIII ; Um estudo de sociologia histórica". Ed. Estampa. 1996. Colonialismo, Antropologia e Lusofonias. Lisboa: Vega. 1997. (Org.) "O desafio africano". Lisboa: Vega. 1997. "António de Oliveira de Cadornega: Protagonista de uma viagem sem retorno", Cadernos Históricos 8: 71-84-1997
"The Region as a Reference for Artistic Creativity: the Importance of Regional Identity for the Distinctiveness of the Lusophone literatures", in Fredrik Engelstad et al. (Orgs.), Comparative Social Research. Regional Cultures, vol. 17, Stanford/Connecticut/Londres: Jai Press Inc., 1998: 177-197.
"Etnicidade e nacionalidade na África de língua portuguesa; algumas referências sobre a situação pós-colonial", in Victor Pereira Da ROSA e Susan CASTILHO (Orgs.), Pós-colonialismo e identidade, Porto: Ed. Da Univ. Fernando Pessoa 1998: 79-86.

Comunicações recentes:
"A ideia de região e a autonomização das literaturas lusófonas", CES / Universidade de Coimbra. 13-4-1996
"Etnicidade e nacionalidade na África de língua portuguesa". Universidade Fernando Pessoa, Porto. 12-6-1996.
"Mestiços em África: Mediadores culturais naturais". Centro de Estudos Gil Eanes, Lagos. 10-10-1997.
Seminário/Workshop «Identidades, Poderes e Etnicidades na História da África Austral», realizado pelo Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, 8 e 9 de Maio de 1998.
. "Novas democracias e facto cultural na África de língua portuguesa. Especial referência para a situações cabo-verdiana e angolana".- Comunicação proferida num seminário organizado pelo Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, no dia 8 de Maio.
- "Etnias, etnicidades e modelos europeus de integração social", no seminário As relações intercomunitárias. Imigrantes e minorias étnicas, que teve lugar na Escola Superior de Polícia (Lisboa), 13 e 14 de Maio. 1998
Globalização e facto literário no Terceiro Mundo", nas Jornadas de África que tiveram lugar na Universidade Nova de Lisboa, entre 25 e 27 de Maio 1998, a propósito das comemorações do Dia de África.
Cargos administrativos
Pró-reitor da Universidade da Beira Interior; Membro do Senado da Universidade da Beira Interior.
Associações Profissionais das quais é socio
Associação Internacional de Sociologia Associação Portuguesa de Antropologia Associação Angolana de Antropólogos e Sociólogos Sociedade de Geografia de Lisboa.
Título da tese de doutoramento:
"Okonomie Luandas und des Hinterlands im 18. Jahrhundert. Eine historisch-ethnologische Studie."

quinta-feira, dezembro 30, 2004

Uma nota mais

Será preciso dizer que era também interessante a avifauna da audiência?
Às vezes tão formatado e ampliado o espécime sentado, como o do écran.
Incluindo yours truly, pela negativa. Talvez daí também a razão do post.

Cremaster

Cremaster. Cremaster 4 e 5. De 1994 e 1997.

Cremaster 4
Que novidade.
No espectador, impele à procura (é inescapável?) de compreensão, sentido, relação de causalidade.
Talvez seja melhor não tentar e gozar apenas a beleza visual e o bizarro das situações: um homem ligeiramente cruzado com um animal, que sapateia, rodeado de ninfas, até romper o chão, enquanto duas duplas de motoqueiros cruzam a ilha de Man, dando à luz pequenas bolas de massa orgânica.
Faz sentido? E precisa?
Um tudo-nada repetitivo, em especial as cenas das motas (mas, mental note, há que visitar a ilha de Man).

Cremaster 5
Inesperada Ursula Andress, como rainha-cantora lírica, com um belo conjunto de ampolas de vidro no penteado. À la princesa Donut-Leia, da Guerra das Estrelas, apenas muito melhor, ainda para mais rodeada de uma guarda suíça de expressão oriental.
A imagem do cavalo a calcorrear lentamente a ponte, à noite, é fantástica, assim como o descanso do homem-estátua no pedestal. E que belas, as imagens dos folhos negros, dos olhos, dos reflexos, das danças subaquáticas, do recorte de um alvo corpo humano contra a noite e um cavalo negro. O esvoaçar das pombas, penteadas como se fossem pavões (eram pombas, não eram?), contra os balneários termais, apesar de truque fácil (?), merecia estar guardado em filme. E felizmente está.
Assim como as próteses de aspecto orgânico que modelam e ampliam a estranheza das criaturas (era então mesmo preciso ligar tantos fios e sucos às partes escrotais das criaturas? ah, claro, a eterna ligação próxima arte-sexo-vida-morte...).
A música foi feita à medida mas, estranhamente, perde-se as palavras. Deve ser do play-back. Ou do húngaro. Ou de nenhum.

E, bem, o nome é tão bom que quase basta por si e não me espanta que venha servindo desde os anos 90. Diga você também: Cremaster. E, lembre-se, tem 10 anos.
E veja: http://www.cremaster.net/

terça-feira, dezembro 21, 2004

Cartão de blog milhas

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quinta-feira, dezembro 16, 2004

Rally paper

Leipzig, Dresden, Montanhas Harz, Lubeck, Trellenborg e Ystat (Suécia), Copenhaga, Rostock, Berlin. 2500 km de carro com GPS. Café mais antigo da Europa onde se sentou o Goethe; centro histórico reconstruído depois de devidamente arrasado pelas bombas incendiárias aliadas; bruxas, paisagens naturais, casas de madeira patrocinadas pela Unesco; cidade murada hanseática com chegada à noite, barco-hotel com jacuzzi e sauna (gozados!), cinema (saída a meio, cenas de boxe com a inacreditável rapariga do Sleepless in Seatle, que erro de casting); uma senhora de 70 anos com um inglês irrepreensível, a ponte-túnel de Malmo; a bela Copenhaga, cheia de gente na rua ao frio; Berlim de passagem - é a segunda vez mas merece ainda retorno, sugiro Portas de Bradenbugo, seguindo o Frederico Guilherme, rei soldado, Napoleão, Hitler e os Aliados, olhar para o Anjo, descer para Potsdamer Platz para ver o centro Sony, virar à esquerda para a topografia do terror (ruínas da sede da Gestapo), Check-point Charlie, um clássico ainda para esta geração, Gendarmenplatz, com duas igrejas fronteiras, para hugenotes e alemães de outros quadrantes protestantes, a regresso à imperial Unter den Linden, para desenbocar na catedral e no palácio do povo da DDR; um saltinho mais para ver Alexander Platz e subir para a zona das livrarias. De carro, não perder a Karl-Marx Allee, um delírio de km e de prédios de 300 m de comprimento.
Em boa companhia, difícil era pedir mais.

segunda-feira, dezembro 13, 2004

novo membro?

convidei um senhor do norte (e não foi nem o senhor da costa nem o sr teles nem o sr oliveira nem o sr rio nem o sr gomes nem o sr meneses nem o sr cardoso) a fazer parte deste blog; espero que seja, claro, muitomalmuitobem recebido; a justificação para tal acto autocrático foi a seguinte:

" porque quem acha que nós, críticos passivos por definição, devemos ter uma maior intervenção política e, ainda por cima, que esta intervenção deve ser feita no seio dos partidos existentes, tem direito (eu diria mesmo dever) congénito a fazer parte deste blog..."

será que o senhor vai aceitar? será que o senhor vai escrever? será?

"vou fazer uma coisa"

2571 Kms de puro deleite: Alemanha, Suécia e Dinamarca saltaram, ingénuas, dos sonhos para as fotografias digitais.
9 dias de muitas coisas

quarta-feira, setembro 29, 2004

x2

A intenção não era duplicar o post mas, na linha (correcta, claro) de never explain, never apologize, poderá talvez contribuir para o tom muito bom, muito mau do blog.

Salvo do meio de um poema

Husbands are indeed an irritating form of life,
And yet through some quirk of Providence most of them are really very deeply ensconced in the affection of their wife.

Ogden Nash

Salvo do meio de um poema

Husbands are indeed an irritating form of life,
And yet through some quirk of Providence most of them are really very deeply ensconced in the affection of their wife.

Ogden Nash