... dedicadas ao tema "Opções Estratégicas de portugal no Novo Contexto Mundial". Um intelectual a seguir, a ler e a reler.
José Carlos Gaspar Venâncio (1954)
Professor Associado
mailto:j-venancio@ubivms.ubi.pt
telef: 075.319640 (directo) telef: 075.319600 - ext 3840
Habilitações:
Licenciatura em História (Lisboa, 1978) Doutoramento em Ciências Sociais (Mainz, Alemanha, 1984)
Empregos anteriores:
Leitor de Português, Universidade de Heidelberg (Alemanha)
Disciplinas leccionadas
Na licenciatura de Sociologia:
Sociologia política; Sociologia Africana
No mestrado de Sociologia:
Sociologia política; Gestão de projectos culturais.
Investigação actual
"A literatura angolana. Formação e legalidade. Um estudo de antropologia e sociologia da literatura". (obra colectiva; cocoordenação).
Áreas de interesse
Sociologia política; sociologia da literatura; sociologia histórica.
Publicações Recentes
"Periferia e criatividade artística. O difícil percurso de três artistas plásticos em Cabo Verde: Manuel Figueira, Bela Duarte e Luísa Queirós", Anais Universitários 1996. "A economia de Luanda e hinterland no século XVIII ; Um estudo de sociologia histórica". Ed. Estampa. 1996. Colonialismo, Antropologia e Lusofonias. Lisboa: Vega. 1997. (Org.) "O desafio africano". Lisboa: Vega. 1997. "António de Oliveira de Cadornega: Protagonista de uma viagem sem retorno", Cadernos Históricos 8: 71-84-1997
"The Region as a Reference for Artistic Creativity: the Importance of Regional Identity for the Distinctiveness of the Lusophone literatures", in Fredrik Engelstad et al. (Orgs.), Comparative Social Research. Regional Cultures, vol. 17, Stanford/Connecticut/Londres: Jai Press Inc., 1998: 177-197.
"Etnicidade e nacionalidade na África de língua portuguesa; algumas referências sobre a situação pós-colonial", in Victor Pereira Da ROSA e Susan CASTILHO (Orgs.), Pós-colonialismo e identidade, Porto: Ed. Da Univ. Fernando Pessoa 1998: 79-86.
Comunicações recentes:
"A ideia de região e a autonomização das literaturas lusófonas", CES / Universidade de Coimbra. 13-4-1996
"Etnicidade e nacionalidade na África de língua portuguesa". Universidade Fernando Pessoa, Porto. 12-6-1996.
"Mestiços em África: Mediadores culturais naturais". Centro de Estudos Gil Eanes, Lagos. 10-10-1997.
Seminário/Workshop «Identidades, Poderes e Etnicidades na História da África Austral», realizado pelo Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, 8 e 9 de Maio de 1998.
. "Novas democracias e facto cultural na África de língua portuguesa. Especial referência para a situações cabo-verdiana e angolana".- Comunicação proferida num seminário organizado pelo Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, no dia 8 de Maio.
- "Etnias, etnicidades e modelos europeus de integração social", no seminário As relações intercomunitárias. Imigrantes e minorias étnicas, que teve lugar na Escola Superior de Polícia (Lisboa), 13 e 14 de Maio. 1998
Globalização e facto literário no Terceiro Mundo", nas Jornadas de África que tiveram lugar na Universidade Nova de Lisboa, entre 25 e 27 de Maio 1998, a propósito das comemorações do Dia de África.
Cargos administrativos
Pró-reitor da Universidade da Beira Interior; Membro do Senado da Universidade da Beira Interior.
Associações Profissionais das quais é socio
Associação Internacional de Sociologia Associação Portuguesa de Antropologia Associação Angolana de Antropólogos e Sociólogos Sociedade de Geografia de Lisboa.
Título da tese de doutoramento:
"Okonomie Luandas und des Hinterlands im 18. Jahrhundert. Eine historisch-ethnologische Studie."
quarta-feira, janeiro 12, 2005
segunda-feira, janeiro 10, 2005
quinta-feira, dezembro 30, 2004
Uma nota mais
Será preciso dizer que era também interessante a avifauna da audiência?
Às vezes tão formatado e ampliado o espécime sentado, como o do écran.
Incluindo yours truly, pela negativa. Talvez daí também a razão do post.
Às vezes tão formatado e ampliado o espécime sentado, como o do écran.
Incluindo yours truly, pela negativa. Talvez daí também a razão do post.
Cremaster
Cremaster. Cremaster 4 e 5. De 1994 e 1997.
Cremaster 4
Que novidade.
No espectador, impele à procura (é inescapável?) de compreensão, sentido, relação de causalidade.
Talvez seja melhor não tentar e gozar apenas a beleza visual e o bizarro das situações: um homem ligeiramente cruzado com um animal, que sapateia, rodeado de ninfas, até romper o chão, enquanto duas duplas de motoqueiros cruzam a ilha de Man, dando à luz pequenas bolas de massa orgânica.
Faz sentido? E precisa?
Um tudo-nada repetitivo, em especial as cenas das motas (mas, mental note, há que visitar a ilha de Man).
Cremaster 5
Inesperada Ursula Andress, como rainha-cantora lírica, com um belo conjunto de ampolas de vidro no penteado. À la princesa Donut-Leia, da Guerra das Estrelas, apenas muito melhor, ainda para mais rodeada de uma guarda suíça de expressão oriental.
A imagem do cavalo a calcorrear lentamente a ponte, à noite, é fantástica, assim como o descanso do homem-estátua no pedestal. E que belas, as imagens dos folhos negros, dos olhos, dos reflexos, das danças subaquáticas, do recorte de um alvo corpo humano contra a noite e um cavalo negro. O esvoaçar das pombas, penteadas como se fossem pavões (eram pombas, não eram?), contra os balneários termais, apesar de truque fácil (?), merecia estar guardado em filme. E felizmente está.
Assim como as próteses de aspecto orgânico que modelam e ampliam a estranheza das criaturas (era então mesmo preciso ligar tantos fios e sucos às partes escrotais das criaturas? ah, claro, a eterna ligação próxima arte-sexo-vida-morte...).
A música foi feita à medida mas, estranhamente, perde-se as palavras. Deve ser do play-back. Ou do húngaro. Ou de nenhum.
E, bem, o nome é tão bom que quase basta por si e não me espanta que venha servindo desde os anos 90. Diga você também: Cremaster. E, lembre-se, tem 10 anos.
E veja: http://www.cremaster.net/
Cremaster 4
Que novidade.
No espectador, impele à procura (é inescapável?) de compreensão, sentido, relação de causalidade.
Talvez seja melhor não tentar e gozar apenas a beleza visual e o bizarro das situações: um homem ligeiramente cruzado com um animal, que sapateia, rodeado de ninfas, até romper o chão, enquanto duas duplas de motoqueiros cruzam a ilha de Man, dando à luz pequenas bolas de massa orgânica.
Faz sentido? E precisa?
Um tudo-nada repetitivo, em especial as cenas das motas (mas, mental note, há que visitar a ilha de Man).
Cremaster 5
Inesperada Ursula Andress, como rainha-cantora lírica, com um belo conjunto de ampolas de vidro no penteado. À la princesa Donut-Leia, da Guerra das Estrelas, apenas muito melhor, ainda para mais rodeada de uma guarda suíça de expressão oriental.
A imagem do cavalo a calcorrear lentamente a ponte, à noite, é fantástica, assim como o descanso do homem-estátua no pedestal. E que belas, as imagens dos folhos negros, dos olhos, dos reflexos, das danças subaquáticas, do recorte de um alvo corpo humano contra a noite e um cavalo negro. O esvoaçar das pombas, penteadas como se fossem pavões (eram pombas, não eram?), contra os balneários termais, apesar de truque fácil (?), merecia estar guardado em filme. E felizmente está.
Assim como as próteses de aspecto orgânico que modelam e ampliam a estranheza das criaturas (era então mesmo preciso ligar tantos fios e sucos às partes escrotais das criaturas? ah, claro, a eterna ligação próxima arte-sexo-vida-morte...).
A música foi feita à medida mas, estranhamente, perde-se as palavras. Deve ser do play-back. Ou do húngaro. Ou de nenhum.
E, bem, o nome é tão bom que quase basta por si e não me espanta que venha servindo desde os anos 90. Diga você também: Cremaster. E, lembre-se, tem 10 anos.
E veja: http://www.cremaster.net/
terça-feira, dezembro 21, 2004
Cartão de blog milhas
Fantástico cartão de fidelidade do blog, com direito a
Desconto de 0%!
Apareça na festa de lançamento e inscreva-se, contra uma suave contribuição mensal.
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quinta-feira, dezembro 16, 2004
Rally paper
Leipzig, Dresden, Montanhas Harz, Lubeck, Trellenborg e Ystat (Suécia), Copenhaga, Rostock, Berlin. 2500 km de carro com GPS. Café mais antigo da Europa onde se sentou o Goethe; centro histórico reconstruído depois de devidamente arrasado pelas bombas incendiárias aliadas; bruxas, paisagens naturais, casas de madeira patrocinadas pela Unesco; cidade murada hanseática com chegada à noite, barco-hotel com jacuzzi e sauna (gozados!), cinema (saída a meio, cenas de boxe com a inacreditável rapariga do Sleepless in Seatle, que erro de casting); uma senhora de 70 anos com um inglês irrepreensível, a ponte-túnel de Malmo; a bela Copenhaga, cheia de gente na rua ao frio; Berlim de passagem - é a segunda vez mas merece ainda retorno, sugiro Portas de Bradenbugo, seguindo o Frederico Guilherme, rei soldado, Napoleão, Hitler e os Aliados, olhar para o Anjo, descer para Potsdamer Platz para ver o centro Sony, virar à esquerda para a topografia do terror (ruínas da sede da Gestapo), Check-point Charlie, um clássico ainda para esta geração, Gendarmenplatz, com duas igrejas fronteiras, para hugenotes e alemães de outros quadrantes protestantes, a regresso à imperial Unter den Linden, para desenbocar na catedral e no palácio do povo da DDR; um saltinho mais para ver Alexander Platz e subir para a zona das livrarias. De carro, não perder a Karl-Marx Allee, um delírio de km e de prédios de 300 m de comprimento.
Em boa companhia, difícil era pedir mais.
Em boa companhia, difícil era pedir mais.
quarta-feira, dezembro 15, 2004
segunda-feira, dezembro 13, 2004
novo membro?
convidei um senhor do norte (e não foi nem o senhor da costa nem o sr teles nem o sr oliveira nem o sr rio nem o sr gomes nem o sr meneses nem o sr cardoso) a fazer parte deste blog; espero que seja, claro, muitomalmuitobem recebido; a justificação para tal acto autocrático foi a seguinte:
" porque quem acha que nós, críticos passivos por definição, devemos ter uma maior intervenção política e, ainda por cima, que esta intervenção deve ser feita no seio dos partidos existentes, tem direito (eu diria mesmo dever) congénito a fazer parte deste blog..."
será que o senhor vai aceitar? será que o senhor vai escrever? será?
" porque quem acha que nós, críticos passivos por definição, devemos ter uma maior intervenção política e, ainda por cima, que esta intervenção deve ser feita no seio dos partidos existentes, tem direito (eu diria mesmo dever) congénito a fazer parte deste blog..."
será que o senhor vai aceitar? será que o senhor vai escrever? será?
"vou fazer uma coisa"
2571 Kms de puro deleite: Alemanha, Suécia e Dinamarca saltaram, ingénuas, dos sonhos para as fotografias digitais.
9 dias de muitas coisas
9 dias de muitas coisas
quarta-feira, setembro 29, 2004
x2
A intenção não era duplicar o post mas, na linha (correcta, claro) de never explain, never apologize, poderá talvez contribuir para o tom muito bom, muito mau do blog.
Salvo do meio de um poema
Husbands are indeed an irritating form of life,
And yet through some quirk of Providence most of them are really very deeply ensconced in the affection of their wife.
Ogden Nash
And yet through some quirk of Providence most of them are really very deeply ensconced in the affection of their wife.
Ogden Nash
Salvo do meio de um poema
Husbands are indeed an irritating form of life,
And yet through some quirk of Providence most of them are really very deeply ensconced in the affection of their wife.
Ogden Nash
And yet through some quirk of Providence most of them are really very deeply ensconced in the affection of their wife.
Ogden Nash
sexta-feira, setembro 10, 2004
Música
Confesso que já por várias vezes pensei sobre este assunto. Hoje apeteceu-me partilhá-lo com os milhões de visitantes do nosso blog. Será que o conceito de belo - não no sentido estritamente físico, mas no sentido estético ou "harmonioso" - é algo inato ou socialmente construído (e apreendido). Um exemplo muito simples. Admitindo que o sentido do "belo" é algo construído, ou seja, apreendido com a experiência ou o hábito, é legitimo admitir que será subjectivo. Ou seja, o que me pode parecer belo pode a outro parecer-lhe "feio", simplificando. Em relação à beleza física esse raciocínio não me choca, até porque é perfeitamente razoável admitir que a beleza física é um conceito que evolui, logo depende da "experiência". Mas tomemos outro exemplo. A música clássica. Será seguramente um exemplo em que a capacidade de apreciar a beleza de uma obra depende do hábito de ouvir. Não sendo um expert, nem para lá caminho, percebo que assim é. Mas há obras que não consigo conceber como não sendo "belas" em termos absolutos. Ou seja, que portugueses, pigmeus e esquimós, ao ouvir, pela primeira vez, a "Nona" de Beethoven ou o "Requiem" de Mozart, não considerem essas músicas como esteticamente "perfeitas". Se quisermos ir mais longe, uma outra questão que deriva da inicial é que, se admitirmos que o "belo" pode ser absoluto, será que não estaremos implicitamente a admitir que será possível "produzir artificialmente" algo "esteticamente aceite de forma universal"? Ou será que a questão é exactamente ao contrário?
quarta-feira, agosto 25, 2004
mais de 1000
visitas; em breve apanharemos o calendário cristão (embora, tal como os homens, os blogs não se meçam aos palmos; nós somos muitomaus apenas pelo facto de existirmos; as visitas são apenas o bolo debaixo da cereja)
quinta-feira, agosto 19, 2004
Para que fique registado,
há mais pessoas a olhar para a estrada do que se pensa.
Brevemente, num cinema/livraria/quiosque/taberna/boite perto de si.
Brevemente, num cinema/livraria/quiosque/taberna/boite perto de si.
Eventos olímpicos à séria
Lançamento anual do bolo de fubá
Consiste em comprar um bolo mau, esperar que seque até ficar pedra, entrar num carro, conduzir a alta - ok, não tal alta assim - velocidade, abrir a janela e, depois de verificar cuidadosamente da ausência de outros bólides colados à nossa traseira, atirar o dito cujo, vendo-o explodir no impacto, lançando milhares de pequenas migalhas em todas as direcções.
Consiste em comprar um bolo mau, esperar que seque até ficar pedra, entrar num carro, conduzir a alta - ok, não tal alta assim - velocidade, abrir a janela e, depois de verificar cuidadosamente da ausência de outros bólides colados à nossa traseira, atirar o dito cujo, vendo-o explodir no impacto, lançando milhares de pequenas migalhas em todas as direcções.
segunda-feira, agosto 16, 2004
101 post's
Não deixa de ser um evento: alcançámos a centena - devagar mas de forma decidida e com alguma consistência... e optimismo.
Entretanto, dei uma vista de olhos ao livro de Richard Clarke ("Contra todos os Inimigos") sobre os bastidores da Casa Branca no rescaldo do 11/9. Interessante, uma espécie de "Caras" da High Politics. Bom para consumir no Verão depois do "Código da Vinci".
Entretanto, dei uma vista de olhos ao livro de Richard Clarke ("Contra todos os Inimigos") sobre os bastidores da Casa Branca no rescaldo do 11/9. Interessante, uma espécie de "Caras" da High Politics. Bom para consumir no Verão depois do "Código da Vinci".
quarta-feira, julho 28, 2004
The eternal sunshine of the spotless mind
Pareceu-me poesia todo o filme.
Desde a beleza do título - repitam, The eternal sunshine of the spotless mind - acho que ainda gosto mais por não o perceber.
Uma síntese, um destilar, de enorme beleza, daqueles que são os desejos, as histórias e os medos de mil pessoas e mil casais.
E tratando de forma original esse tema fascinante da memória, do que somos e do que faz com que possamos ser. Do que escondemos, do que escondemos mais fundo, como as humilhações; do que guardamos, de bom e mau; do que faz as relações e os seus trajectos.
Para além do tratamento da ideia e da qualidade do texto (este Kaufmann é um génio), quis o senhor realizador dar-nos imagem e fotografia límpidas, elucidativas, doces, novas para mim, contemporâneas e, não por último, amarelas. Com duas pessoas deitadas num lago gelado, uma casa que desvanece à nossa frente, uma camisola laranja.
Se o filme acabasse dez minutos antes, quando, logo após a última memória começar a desmoronar-se, nos fazem regressar à estação de comboio, teria a beleza de evitar explicações excessivas. Teria ainda a vantagem de não permitir que o herói ficasse com a míuda e o dinheiro, com tudo, como sabemos que não acontece na vida real. Por outras palavras, o casal ficaria novamente junto, mas não se lembraria do passado, pagando assim o preço de ter tomado a decisão de se "apagar".
Afinal, temos ainda mais uns minutos em que o trama secundário da Kirsten Dunst permite que as personagens recuperem as suas memórias.
Dei assim por mim a preferir a primeira solução; depois apercebi-me que aquele pormenor, que retira simplicidade ao final, acrescenta às decisões a importante característica da honestidade, do esclarecimento.
A escolha de (re)começo é uma escolha consciente, que conhece as revelações terríveis que ambos fazem, que antecipa problemas e que aceita o preço da escolha.
E ainda tive as sensações-bónus de ver o filme provavelmente no seu último dia de exibição no Porto, um presente conseguido.
E de receber a visão, que estava totalmente fora do meu mapa mental mediterrânico, da neve na praia.
Desde a beleza do título - repitam, The eternal sunshine of the spotless mind - acho que ainda gosto mais por não o perceber.
Uma síntese, um destilar, de enorme beleza, daqueles que são os desejos, as histórias e os medos de mil pessoas e mil casais.
E tratando de forma original esse tema fascinante da memória, do que somos e do que faz com que possamos ser. Do que escondemos, do que escondemos mais fundo, como as humilhações; do que guardamos, de bom e mau; do que faz as relações e os seus trajectos.
Para além do tratamento da ideia e da qualidade do texto (este Kaufmann é um génio), quis o senhor realizador dar-nos imagem e fotografia límpidas, elucidativas, doces, novas para mim, contemporâneas e, não por último, amarelas. Com duas pessoas deitadas num lago gelado, uma casa que desvanece à nossa frente, uma camisola laranja.
Se o filme acabasse dez minutos antes, quando, logo após a última memória começar a desmoronar-se, nos fazem regressar à estação de comboio, teria a beleza de evitar explicações excessivas. Teria ainda a vantagem de não permitir que o herói ficasse com a míuda e o dinheiro, com tudo, como sabemos que não acontece na vida real. Por outras palavras, o casal ficaria novamente junto, mas não se lembraria do passado, pagando assim o preço de ter tomado a decisão de se "apagar".
Afinal, temos ainda mais uns minutos em que o trama secundário da Kirsten Dunst permite que as personagens recuperem as suas memórias.
Dei assim por mim a preferir a primeira solução; depois apercebi-me que aquele pormenor, que retira simplicidade ao final, acrescenta às decisões a importante característica da honestidade, do esclarecimento.
A escolha de (re)começo é uma escolha consciente, que conhece as revelações terríveis que ambos fazem, que antecipa problemas e que aceita o preço da escolha.
E ainda tive as sensações-bónus de ver o filme provavelmente no seu último dia de exibição no Porto, um presente conseguido.
E de receber a visão, que estava totalmente fora do meu mapa mental mediterrânico, da neve na praia.
quinta-feira, julho 08, 2004
Shrek 2
Grande desilusão...
Entretanto, tivémos o euro e as bandeiras, o Sr. José Barrosos na Comissão, o Dr. Santana a PM, o PR a "ouvir" toda a gente (não percebo porque é que não chamou o General Vasco Gonçalves... quais são os critérios?), etc, etc.
Foi pena.
O Shrek ter perdido muita da sua magia...
Entretanto, tivémos o euro e as bandeiras, o Sr. José Barrosos na Comissão, o Dr. Santana a PM, o PR a "ouvir" toda a gente (não percebo porque é que não chamou o General Vasco Gonçalves... quais são os critérios?), etc, etc.
Foi pena.
O Shrek ter perdido muita da sua magia...
quarta-feira, junho 23, 2004
Sensibilidade TVI
Estava eu ontem descansado a tentar almoçar, quando, no restaurante onde estava, decidem mudar a televisão para a TVI. A bom tempo, pois com um critério apuradissimo, o canal da igreja (duh!) iniciava, às 13h05, uma extensa reportagem sobre as novas operações à próstata. Fiquei extasiado.. não é em todos os almoços que conhecemos ao pormenor toda a metodologia da operação, as dificuldades do pós operatório e, mais importante, ouvimos de viva voz o pulsar de alguém que foi operado.
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