segunda-feira, dezembro 22, 2003
Publicidade
Um anúncio de página inteira num jornal de circulação nacional informando que a actual gestão da Câmara Municipal de Lisboa gasta menos em publicidade do que a gestão anterior.
Gastamos dinheiro em publicidade para dizer que gastamos menos dinheiro em publicidade, que fique bem claro. Há algo de perversamente delicioso neste país.
quarta-feira, dezembro 17, 2003
Fenómenos
Entre os infinitos fenómenos que se dão à minha volta, isolo um. Reparo, por exemplo, num cinzeiro que tenho em cima da mesa (o resto fica imerso na sombra).
Se essa percepção se justifica (por exemplo, reparei no cinzeiro porque quero sacudir a cinza do cigarro), tudo vai bem.
Se reparei no cinzeiro por acaso e não tornei a pensar nele, tudo vai igualmente bem.
Mas se, depois de ter atentado nesse fenómeno sem qualquer fim determinado, voltar ao mesmo, que desgraça! Porque terei lá voltado, uma vez que aquilo não tem qualquer significado especial? Ah, ah! então é que sempre significava alguma coisa para mim, pois que lá voltei. E eis como, pelo simples facto de nos termos concentrado, sem razão, um segundo a mais sobre o fenómeno, a coisa começa a ficar um tanto à parte, começa a carregar-se de sentidos...
- Não, não! (defendemo-nos nós!), é um cinzeiro banalíssimo.
- Banalíssimo? Então porque nos defendemos, se na realidade ele é banal?
É assim que um fenómeno se transforma numa obsessão...
Será a realidade, na sua essência, obsessiva? Dado que construímos os nossos mundos por uma associação de fenómenos, nada me surpreenderia que, no começo dos séculos, tivesse havido uma associação gratuita e repetida, fixando uma direcção no meio do caos e instaurando uma ordem.
Há, na consciência, qualquer coisa de armadilha para si própria.
Se essa percepção se justifica (por exemplo, reparei no cinzeiro porque quero sacudir a cinza do cigarro), tudo vai bem.
Se reparei no cinzeiro por acaso e não tornei a pensar nele, tudo vai igualmente bem.
Mas se, depois de ter atentado nesse fenómeno sem qualquer fim determinado, voltar ao mesmo, que desgraça! Porque terei lá voltado, uma vez que aquilo não tem qualquer significado especial? Ah, ah! então é que sempre significava alguma coisa para mim, pois que lá voltei. E eis como, pelo simples facto de nos termos concentrado, sem razão, um segundo a mais sobre o fenómeno, a coisa começa a ficar um tanto à parte, começa a carregar-se de sentidos...
- Não, não! (defendemo-nos nós!), é um cinzeiro banalíssimo.
- Banalíssimo? Então porque nos defendemos, se na realidade ele é banal?
É assim que um fenómeno se transforma numa obsessão...
Será a realidade, na sua essência, obsessiva? Dado que construímos os nossos mundos por uma associação de fenómenos, nada me surpreenderia que, no começo dos séculos, tivesse havido uma associação gratuita e repetida, fixando uma direcção no meio do caos e instaurando uma ordem.
Há, na consciência, qualquer coisa de armadilha para si própria.
sexta-feira, dezembro 12, 2003
Bring back Bill
Não é qualquer presidente que merece uma oposição assim!
(major credit cards accepted)
http://www.babesagainstbush.com
sexta-feira, dezembro 05, 2003
Tony, meu nome é Tony Pinto
Descobrimos onde está o saudoso Tony, cantor de sucesso.
Não temam, a carreia continua em alta, apenas com outras cantigas.
Ouça você mesmo.
http://www.daetwyler.com/sales.htm
terça-feira, dezembro 02, 2003
bem torrada
E bom ver que a humanidade caminha para a perfeicao universal.
Obrigado senhores cientistas por nos oferecerem a torrada suprema!
Obrigado senhores cientistas por nos oferecerem a torrada suprema!
quarta-feira, novembro 26, 2003
Donato jogador do Deportivo de la Coruna decidiu reformar-se.
Donato disse que a decisão de se retirar fica a dever-se ao nascimento da sua neta, previsto para os próximos dias.
«Decidi permanecer na Corunha e abandonar o futebol para me dedicar a outras coisas. O futebol terminou para mim», acrescentou Donato.
Donato amigo, de facto algo me diz que talvez tenha sido uma boa altura para te teres reformado.
Donato disse que a decisão de se retirar fica a dever-se ao nascimento da sua neta, previsto para os próximos dias.
«Decidi permanecer na Corunha e abandonar o futebol para me dedicar a outras coisas. O futebol terminou para mim», acrescentou Donato.
Donato amigo, de facto algo me diz que talvez tenha sido uma boa altura para te teres reformado.
A dolorosa historia de floco de neve e um ministerio peculiar. Algumas historias sobre as quais todos nos devemos reflectir.
segunda-feira, novembro 24, 2003
sexta-feira, novembro 21, 2003
quinta-feira, novembro 20, 2003
Quem rouba a ladrão...
Peço emprestado, por razões óbvias, o que Joel Neto já tinha pedido emprestado a Tiago Rodrigues... [uma atenção da senhora que gosta de reticências...]:
«Quinta-feira, Novembro 13, 2003
"Para Onde Vão Os Poemas Quando Morrem?"
O primeiro livro de poesia de Tiago Rodrigues, Para Onde Vão Os Poemas Quando Morrem?, é tão pequenino, tão pequenino, que há nisso algo de grande. Não sou eu que o digo assim: roubo-lhe um excerto ao extraordinário "Versos": "Os meus versos são maus/porque eu sou mau e pobre/sou tão mau que às vezes até penso/que há nisso algo de bom (…)"
O livro tem 24 páginas e eu vou usá-lo como marcador. Sim, colocá-lo-ei no meio do Boa Tarde Às Coisas Aqui Em Baixo, do Lobo Antunes, e de vez em quando abrirei o marcador em vez do romance – para reler um poema.
// posted by Joel @ 13:27»
«Quinta-feira, Novembro 13, 2003
"Para Onde Vão Os Poemas Quando Morrem?"
O primeiro livro de poesia de Tiago Rodrigues, Para Onde Vão Os Poemas Quando Morrem?, é tão pequenino, tão pequenino, que há nisso algo de grande. Não sou eu que o digo assim: roubo-lhe um excerto ao extraordinário "Versos": "Os meus versos são maus/porque eu sou mau e pobre/sou tão mau que às vezes até penso/que há nisso algo de bom (…)"
O livro tem 24 páginas e eu vou usá-lo como marcador. Sim, colocá-lo-ei no meio do Boa Tarde Às Coisas Aqui Em Baixo, do Lobo Antunes, e de vez em quando abrirei o marcador em vez do romance – para reler um poema.
// posted by Joel @ 13:27»
Is murder meat?
No seguimento da prestação brilhante da selecção de todos nós em França, pergunto-me se algum dos programadores da matrix será sádico.
No entretanto, vale a pena espreitar
http://www.themeatrix.com
segunda-feira, novembro 17, 2003
Raleiras
Ainda não percebi muito bem se são os jornalistas portugueses que acompanham a GNR no Iraque ou se é a GNR que acompanha os jornalistas.
Estou quase tão cansado da Sr.ª Ruela e do Sr. Raleiras como estou de inaugurações de estádios de futebol (não quero fomentar ainda mais esta discussão que considero, aviso desde já, estéril mas........... o "do Dragão", verdade seja dita, é claramente o mais bonito deles todos...).
Estou quase tão cansado da Sr.ª Ruela e do Sr. Raleiras como estou de inaugurações de estádios de futebol (não quero fomentar ainda mais esta discussão que considero, aviso desde já, estéril mas........... o "do Dragão", verdade seja dita, é claramente o mais bonito deles todos...).
segunda-feira, novembro 10, 2003
Almôndegas
Uma referência inultrapassável na web; citando o post de 5 de Novembro do Sr. Pedro, "vao ver este saite". [referência de O.]
quarta-feira, novembro 05, 2003
Formula 3 XL
Há quem diga que o mundo sofrerá cada vez mais violentamente da dicotomia "haves" / "have nots".
Ao passear num qualquer fim-de-semana num sítio mais arejado da cidade de Lisboa fico com a nítida percepção que a verdadeira diferença será cada vez mais entre pais que reciclam carrinhos de bébé (rodas pequenas) e pais que compram carrinhos de bébé novos (com rodas grandes, amortecedores e cadeiras amovíveis e adaptáveis ao assento do automóvel).
Quem já não sentiu pena daquele bébé que crescerá concerteza traumatizado por se deslocar num qualquer carrinho do primo mais velho? Quem já não olhou com admiração para aquele pai que orgulhosamente transporta o seu mais bem amado rebento num " BENGALA FIXO" (com rodas dianteiras fixas ou giratórias; e travões independentes em cada roda traseira) da conceituada marca Babidéal ou num "RACER" (cadeira com três rodas, com assento reversível e adaptável a assento auto ou alcofa; travão de disco e sistema de fecho só com uma mão) da moderna Bébécar.
Eu, cá por mim, quando um rebento chegar, já tenho a minha escolha feita. Adivinharam? É fácil, não é? Se um pai gosta mesmo do seu filho, não pode hesitar. A opção tem que recair sobre o inigualável "Formula 3 XL" da Quinny, carrinho cheio de pormenores, com alumínio pintado, forras a condizer e, roam-se de inveja, jantes em alumínio.
Ao passear num qualquer fim-de-semana num sítio mais arejado da cidade de Lisboa fico com a nítida percepção que a verdadeira diferença será cada vez mais entre pais que reciclam carrinhos de bébé (rodas pequenas) e pais que compram carrinhos de bébé novos (com rodas grandes, amortecedores e cadeiras amovíveis e adaptáveis ao assento do automóvel).
Quem já não sentiu pena daquele bébé que crescerá concerteza traumatizado por se deslocar num qualquer carrinho do primo mais velho? Quem já não olhou com admiração para aquele pai que orgulhosamente transporta o seu mais bem amado rebento num " BENGALA FIXO" (com rodas dianteiras fixas ou giratórias; e travões independentes em cada roda traseira) da conceituada marca Babidéal ou num "RACER" (cadeira com três rodas, com assento reversível e adaptável a assento auto ou alcofa; travão de disco e sistema de fecho só com uma mão) da moderna Bébécar.
Eu, cá por mim, quando um rebento chegar, já tenho a minha escolha feita. Adivinharam? É fácil, não é? Se um pai gosta mesmo do seu filho, não pode hesitar. A opção tem que recair sobre o inigualável "Formula 3 XL" da Quinny, carrinho cheio de pormenores, com alumínio pintado, forras a condizer e, roam-se de inveja, jantes em alumínio.
sexta-feira, outubro 31, 2003
Barão provinciano
Foge cão, que te fazem barão.
Para onde, se me fazem conde?
Miguel Horta e Costa, presidente da Portugal Telecom, foi feito barão por D. Duarte Pio.
Segundo disse ao EXPRESSO o gabinete do herdeiro da Coroa portuguesa, D. Duarte autorizou o presidente da PT a utilizar o título «barão Miguel António Horta e Costa», explicando que se tratou de «um caso de excepção, atendendo aos seus méritos e à sua tradição familiar».
Expresso 25 Outubro 2003
O que haverá de mais provinciano do que ser barão?
O meu pai sempre me disse que a verdadeira nobreza é discreta.
Para onde, se me fazem conde?
Miguel Horta e Costa, presidente da Portugal Telecom, foi feito barão por D. Duarte Pio.
Segundo disse ao EXPRESSO o gabinete do herdeiro da Coroa portuguesa, D. Duarte autorizou o presidente da PT a utilizar o título «barão Miguel António Horta e Costa», explicando que se tratou de «um caso de excepção, atendendo aos seus méritos e à sua tradição familiar».
Expresso 25 Outubro 2003
O que haverá de mais provinciano do que ser barão?
O meu pai sempre me disse que a verdadeira nobreza é discreta.
Rejuvenique
A magia de uma massagem facial no produto da semana do nosso blog.
Nao deixem escapar esta oportunidade unica. No dia de Halloween nao gaste dinheiro inutilmente e mate dois coelhos de uma cajadada! Compre Rejuvenique e tera uma mascara assustadora e massajadora numa so.
"It's exercising your face without the sweat."
"The letters we've gotten from women actually bring tears to your eyes,"
Nao perca tempo!
Nao deixem escapar esta oportunidade unica. No dia de Halloween nao gaste dinheiro inutilmente e mate dois coelhos de uma cajadada! Compre Rejuvenique e tera uma mascara assustadora e massajadora numa so.
"It's exercising your face without the sweat."
"The letters we've gotten from women actually bring tears to your eyes,"
Nao perca tempo!
quarta-feira, outubro 29, 2003
F.C.Porto 6 - Casa Pia 0.
Hoje de manhã, quando tomava o pequeno almoço antes de ir trabalhar, sintonizei, como habitualmente, o bom dia Portugal da RTP.
Eles fazem uma revista de imprensa, passando os olhos pelas 1as págs. dos jornais, o que têm feito directamente de uma banca de rua. hoje foi em Gaia.
Principais notícias: declaração da provedora da casa pia a prpósito do desgaste psicológico das testemunhas em toda a imprensa excepto na desportiva, onde imperava o potencial castigo a DECO por ter tentado mostrar de perto a bota ao árbitro (que parece ser meio "sensível").
De seguida, perguntaram às pessoas que se aproximavam o que lhes parecia mais importante. Resposta (óbvia): "parece-me injusto o que querem fazer ao DECO!...".
Assim vai o país (e o mundo?).
Eles fazem uma revista de imprensa, passando os olhos pelas 1as págs. dos jornais, o que têm feito directamente de uma banca de rua. hoje foi em Gaia.
Principais notícias: declaração da provedora da casa pia a prpósito do desgaste psicológico das testemunhas em toda a imprensa excepto na desportiva, onde imperava o potencial castigo a DECO por ter tentado mostrar de perto a bota ao árbitro (que parece ser meio "sensível").
De seguida, perguntaram às pessoas que se aproximavam o que lhes parecia mais importante. Resposta (óbvia): "parece-me injusto o que querem fazer ao DECO!...".
Assim vai o país (e o mundo?).
Qual Taça América
Numa reviravolta de última hora, e segundo rezam as crónicas, como resultado do poderosíssimo lobby dos barbeiros, a nossa capital, liderada pelo majestoso PSL, vai redireccionar os esforços para angariar o World Beard and Moustache Championships de 2009. Segundo fontes próximas da Câmara, desta forma deixará de haver polémicas com a doca de pesca, além de que o tema (o belo do bigode revirado e a barba aprumada) tem muito mais a ver connosco, portugueses, do que barcos multimilionários, numa competição feroz, lado a lado com os golfinhos do Tejo, numa organização que envolve valores próximos do PIB nacional.
Neste sentido, o próprio PSL e o seu staff mais próximo partem esta quinta feira para o Nevada (EUA) para assistir à prova deste ano que se inicia no sábado. Pensando bem, parece-me uma excelente opção!
Neste sentido, o próprio PSL e o seu staff mais próximo partem esta quinta feira para o Nevada (EUA) para assistir à prova deste ano que se inicia no sábado. Pensando bem, parece-me uma excelente opção!
segunda-feira, outubro 27, 2003
Uma pequena pérola financeira
Um passeio pela Baixa ao fim de semana.
Ok, alguém que vá passear pela Baixa ao fim de semana está a pedi-las. E portanto recebe-as.
E assim foi comigo. Ora vejam.
Parado no semáforo, praça D. João I.
Os meus olhos percorrem a paisagem urbana. Para além da ocasional msg (miúda super gira - poderemos desenvolver a nomenclatura noutra ocasião), chama-me a atenção um belo representante do comércio tradicional da Baixa (sempre que ouço a expressão "Comércio tradicional", "I reach for my gun"; felizmente não tenho nenhuma).
Dei outra olhada. Era um banco, não o orvalho nem a neve. Um banco de dinheiro, não de jardim. Um banco de dinheiro com um reclame luminoso. Um banco de dinheiro com um reclame luminoso na Baixa.
Partilhando connosco o serviço público que o banco presta, não só na Baixa, entenda-se, mas por todo o país, o reclame fazia passar os seguintes dizeres, em loop, no meio de bla, bla, bla:
"Contas, facturas e outras chatices, nós pagamos!"
Precisei de uma pausa para compreender todo o alcance da expressão.
De forma cívica, deixei passar todo o sinal verde enquanto processava mais calmamente a informação, assim evitando sair disparado com o meu bólide à procura de cidadãos incautos para atropelar, fora ou dentro do passeio, como escape legítimo para o estímulo subliminar proveniente deste novo serviço financeiro.
Contas, facturas e outras "chatices".
Que delícia. Até esqueço a mentira descarada do "nós pagamos". Sublinho as chatices. Quem não as tem, afinal?
Repitámos todos: contas, facturas e outras chatices.
Rebolei de riso, deixando passar outro sinal verde, por segurança, sob o olhar irado dos 203 condutores que se acumulavam na fila.
Quando caíu o amarelo, saí disparado a 180 à hora à procura de outra agência bancária. Estava certo que a concorrência feroz e saudável teria levado este novo serviço a um novo patamar.
Ansiava pelo banco que me garantisse, em público, a cores e em bom português: "Contas, facturas e outras m#%&"!, nós pagamos!"
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